segunda-feira, junho 22, 2009

Eleições - aritmética eleitoral

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C - Exercícios de aritmética eleitoral

  1. Número de inscritos

A forma como o Estado e os governos tratam desta questão é reveladora do respeito que têm para com a democracia de mercado que montaram e que apregoam como exemplar. Com os meios técnicos existentes e com o afamado Simplex, ainda não conseguiram uma forma de manter o recenseamento actualizado. Percebe-se porquê: os mandarins não deixam de ser eleitos e os subsídios aos partidos são pagos pelo número de votos conseguidos, sendo irrelevante, para esse efeito, a taxa de participação dos inscritos e a presença, entre estes, de muitos milhares de pessoas já falecidas.

1999

2004

2009

%

%

%

INSCRITOS

8.695.600

8.748.600

9.491.492

VOTANTES

3.480.948

40,03

3.394.356

38,80

3.555.088

37,46

Votos expressos

BRANCOS

63.573

1,83

87.193

2,57

164.815

4,64

NULOS

53.245

1,53

47.344

1,39

71.103

2,00

DIRIGIDOS

3.364.130

96,64

3.259.819

96,04

3.318.980

93,36

Como se explica que entre 1999 e 2004 o número de inscritos residentes tenha aumentado 53 mil e, de 2004 para hoje, tenha crescido quase 743 mil? Como é óbvio, isto adultera o cálculo da taxa de abstenção e justifica que o acréscimo do número de votantes (cerca de 160 mil) não tenha impedido a taxa de abstenção de aumentar (61.2% em 2004 para 62.5% no dia 7).

Não se consegue entender, face às dinâmicas populacionais, porque cresce 19% o eleitorado açoriano e mais de 12% em Aveiro, Braga, Leiria, Madeira, Viana do Castelo e Vila Real e apenas 5% em Lisboa ou 7% em Setúbal.

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