quinta-feira, março 27, 2008

Educação

In SOL online . 22.Mar.08

Educação

Conselhos executivos de 20 escolas de Coimbra pedem suspensão do processo de avaliação

Presidentes de cerca de 20 agrupamentos de escolas e de escolas secundárias do distrito de Coimbra apelaram hoje à ministra da Educação para suspender o processo de avaliação dos professores até ao final do ano lectivo

Num documento divulgado hoje, após reuniões de presidentes de conselhos executivos, defendem também o «o reatamento imediato do diálogo com a Plataforma Sindical e outras organizações representativas dos professores, a fim de analisar a situação actual e encontrar formas de entendimento»...

recebido por mail


ENSINO SUPERIOR NÃO PODE SER UM NEGÓCIO


Subfinanciamento do ensino superior leva a decisão condenável em processo de equivalências


Através de três órgãos de comunicação social (Diário As Beiras, Correio da Manhã e TVI), foi referida a existência de um processo de atribuição do grau de licenciatura a 1400 bacharéis diplomados pelo Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, através de reconhecimento de equivalências, no qual as licenciaturas passariam, supostamente, pelo pagamento de uma propina anual, de 650 euros, sem que, no entanto, os agora licenciados, tivessem de frequentar qualquer cadeira.

Tendo em conta o actual quadro legal relativo a mudanças de curso, reingresso em cursos ou naqueles que lhes sucedem e a legislação sobre creditação da formação académica e profissional...

Recebido por mail do SPRC

segunda-feira, março 24, 2008

Escolas, Professores, Alunos e sociedade!

Bullying: Professores também são vítimas - investigadora da UM

Perante estas situações, concordo com a Ministra, jogar "batalha naval" na aula, 3 a todos, no mínimo, para a aula não se tornar uma batalha campal.

Viva as reformas da Lulu.

Vila Nova de, 20 Mar (Lusa) - O bullying, a violência na escola que atingia crianças e jovens, está agora a aterrorizar os professores, afirmou hoje Maria Beatriz Pereira, investigadora e autora de várias obras sobre a violência escolar.

"Os professores são as novas vítimas do bullying", sustentou, em declarações à Lusa, a investigadora que é docente da Universidade do Minho (UM) e presidente da Comissão Directiva e Cientifica de Doutoramento em Estudos da Crianças.

Embora sem números oficiais, Maria Beatriz mostra-se "muito preocupada" com a forma como o bullying, a agressão continuada e sem motivo, está a atingir os professores.

"Tenho acompanhado casos em que os professores esperam ansiosamente que o ano escolar termine", referiu a investigadora à margem do Fórum Educação para a Saúde, organizado pela Câmara de Famalicão.

No fórum, a docente apresentou a comunicação "O bullying na escola. Que tipo de intervenções?", remetendo-se apenas à violência entre pares, "de crianças e jovens para crianças e jovens".

"Os professores têm dificuldade em controlar os alunos, não conseguem incentivá-los e ficam cada vez mais desmotivados", frisou Maria Beatriz Pereira.

Dos estudos desenvolvidos há, para a investigadora, uma certeza: "quanto maior é o insucesso escolar maior é a incidência de bullying".

As mesmas crianças e jovens que "maldosamente" agridem e maltratam os colegas, no recreio, dentro da sala de aula, "ofendem os professores, chamam-lhes nomes e ameaçam-nos, não com agressões físicas, mas com avisos de que, por exemplo, lhes vão destruir o carro".

"Nos casos que acompanho, os professores são constantemente denegridos, rebaixados e humilhados pelos alunos", referiu a docente da UM.

Como "defesa", admitiu Maria Beatriz Pereira, os professores pouco podem fazer.

"Apresentam queixa contra os estudantes no conselho executivo, as crianças podem ou não ser suspensas, os pais são chamados à escola e pouco mais", disse.

De todas as formas de bullying, as que mais parecem deixar marcas nos professores são, segundo Maria Beatriz Pereira, "o rebaixamento junto de colegas e alunos e as observações maldosas sobre o aspecto físico ou a forma de vestir" dos professores.

"O que caracteriza o bullying é que há sempre um controlo através do medo e isso tanto acontece junto de crianças como de adultos", sustentou.

Desde 1997 que a investigadora do Instituto de Estudos da Criança trabalha sobre a violência escolar. Em 2002 publicou o livro "Para uma escola sem violência. Estudo e prevenção das práticas agressivas entre crianças".

De acordo com os dados então recolhidos, em Portugal pensa-se que "uma em cada cinco crianças e jovens é afectada pelo bullying".

Dos seis mil e duzentos estudantes do 1º, 2º e 3º Ciclo, observados no triénio 1995/97, a equipa de Maria Beatriz Pereira concluiu que o insucesso escolar está "intimamente" ligado ao bullying.

"Quanto maior é o insucesso, maior é a agressividade e a necessidade de maltratar os outros", referiu.

A "única solução" para reduzir os efeitos das agressões físicas e verbais é, para a docente da UM, "a criação, por parte das escolas, de regras rígidas e de punições para quem não as cumprir".

"A comunidade educativa tem que reconhecer a existência do problema, criar um grupo de trabalho com ligação directa à direcção da escola que proceda ao diagnóstico da realidade a partir da qual, uma equipa vai definir as regras de intervenção", sustentou a investigadora.

EYM/JAM.

Lusa/Fim

http://www.youtube.com/watch?v=asp3G9pokuA

EJ

A curto prazo os Portugueses são analfabetos funcionais, isto é, não sabem interpretar um texto ou frase, mas têm um diploma!

Diria que esta situação é fruto da desvalorização:

da escola; dos estudos; dos saberes; dos professores; dos exemplos dos nossos políticos; da ideia do facilitismo; de políticas erradas; da subsidiodependência; da obsessão pela estatística, da incompetência; da falta de humildade

quinta-feira, março 13, 2008

Avaliação de Prof - conflito de interesses entre avaliadores e avaliados

Impedimento - interessante

Não será um caso de impedimento?

Há uma situação que gostaria ver esclarecida por quem de direito, e que não vi ser formulada em termos públicos pelos representantes dos professores.

Vou transcrever um excerto do CPA.

Código do Procedimento Administrativo:

SECÇÃO Vl – Das garantias de imparcialidade

Artigo 44º

Casos de impedimento

1-Nenhum titular de órgão ou agente da Administração Pública pode intervir em

procedimento administrativo ou em acto ou contrato de direito público ou privado da Administração Pública nos seguintes casos:

a) Quando nele tenha interesse, por si, como representante ou como gestor de negócios de outra pessoa;

c) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, tenha interesse em questão semelhante à que deva ser decidida....

A forma como a avaliação será feita merece-me a seguinte reflexão.

A – Os professores avaliadores também são avaliados.

B – A atribuição da classificação de Muito Bom e Excelente está sujeita a quotas.

C – Da leitura do decreto que determina a delegação de competências é fácil constatar que cerca de 10% dos professores de uma Escola/ Agrupamento serão avaliadores.

D – Embora ainda não sejam conhecidos os valores das quotas, não será difícil prever, tendo em conta o que se passa na restante função pública, que esse valor não será muito superior a 10%.

E – Os avaliadores formam um grupo constituído exclusivamente por nomeação, que se endoavalia, com excepção dos 6, (ou 4), coordenadores que serão avaliados por inspectores.

F – Quanto menos classificações de Muito Bom e Excelente os avaliadores propuserem, mais sobrarão para si no momento do rateio.

Será que isto não é uma violação das alíneas a) e c) do art 44º do CPA? Não é óbvio que os avaliadores podem ter interesse em não atribuir as classificações mais elevadas e sujeitas a quotas?

Será que o Decreto Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro, está conforme coma aplicação do Código do Procedimento Administrativo no que concerne à situação acima exposta?

Eu não tenho dúvidas. Não dúvido que existe interesse do avaliador na classificação que atribui. Mas a minha certeza de nada vale.

Prevejo muito traballho para os tribunais administrativos.

http://terrear.blogspot.com/2008/03/avaliao-pelos-pares-analisando-um.html

Quarta-feira, Março 12, 2008

Avaliação pelos pares - Analisando um argumento sensato

De todos os argumentos que se enunciaram contra a avaliação pelos pares, houve um que merece análise e ponderação. O avaliador e o avaliado concorrem para as mesmas quotas, havendo por isso um conflito de interesses. Certo. E isto pode inquinar a avaliação, sendo até ilegítimo e ilegal à luz do CPA. Para manter a esperança das virtualidades de uma avaliação formativa também ao serviço de um desenvolvimento profissional - e de uma comunidade de profissionais que se auto-regulam - (e sem recorrer a soluções externas, sempre empobrecedoras) só vejo uma solução: distinguir de modo proporcional as quotas de avaliadores e de avaliados.

Curso - Jogador de Futebol equivalente a nono ano

Educação por onde vais?

Caros colegas,

Parece-me que está na hora de fazermos uma reflexão!

Anda a Sra. Ministra, e os seus tenentes, pelos vistos em amenas reuniões com a FENPROF (veja-se o sorriso rasgado do nosso colega Mário Nogueira, ontem à saída do ME….) a fazer passar a mensagem subtil de que são uns tipos que afinal até são sensíveis aos 100.000 PROFS. na rua, e, como tal, até já estão a “ceder” ao que os Professores deste país exigem…

Assim, «Maria de Lurdes Rodrigues assumiu uma postura muito mais tranquila do que nos últimos tempos, dizendo acreditar nos Conselhos Executivos. «É importante passar a mensagem de confiança para que os Conselhos Executivos fiquem determinados neste processo», frisou, avisando que «o esforço não termina aqui». (in Portugal Diário, 12.03.08).

Continuando: «Segundo o Ministério da Educação, o acordo alcançado com o Conselho de Escolas estipula ainda que o programa de formação em avaliação que foi criado para os membros dos conselhos executivos será estendido aos coordenadores de departamentos curriculares e professores titulares envolvidos neste processo. No âmbito deste programa, todos os docentes que estejam interessados poderão também receber formação em auto-avaliação.

A tutela comprometeu-se igualmente a criar, em parceria com o CE, um grupo de trabalho que deverá propor medidas para reforçar as condições das escolas no próximo ano lectivo, de forma a diminuir as suas dificuldades no que diz respeito ao processo de avaliação de desempenho.

Os docentes avaliadores, nomeadamente os coordenadores de departamento e membros de conselhos executivos, poderão vir a beneficiar de melhores condições ao nível de horário, de forma a terem mais tempo disponível para se dedicarem ao processo.

Caberá igualmente a este grupo de trabalho «fazer sugestões para a organização do próximo concurso para professor titular», destinado a todos os docentes com mais de 18 anos de serviço (pertencentes ao 7º, 8º e 9º escalões), havendo ainda cerca de metade dos lugares por ocupar.

Na conferência de imprensa, a responsável anunciou ainda que será divulgado ainda esta semana o diploma que estabelece as ponderações que serão atribuídas a cada um dos parâmetros de classificação, estando também para «breve» a publicação do despacho que vai fixar as quotas para a atribuição das classificações de Muito Bom e Excelente.» (in Portugal Diário, 12.03.08)

Hoje a FENPROF, já vem dizer:

«que só haverá acordo com o Ministério da Educação em matéria de avaliação de desempenho se o processo for suspenso este ano lectivo e aplicado a título experimental em 2008/09.

"Qualquer documento de natureza política que seja construído a partir da reunião de sexta-feira com o Ministério da Educação só terá a concordância da Fenprof se for inequívoca a suspensão da avaliação de desempenho este ano lectivo e que nenhum professor seja prejudicado por isso", afirmou o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, em conferência de imprensa.

A federação sindical exige ainda que o modelo de avaliação de desempenho proposto pela tutela seja aplicado a título experimental no próximo ano lectivo, havendo depois uma negociação com os sindicatos para eventuais alterações e correcções.

Por outro lado, a Fenprof considera que o ministério da Educação terá na sexta-feira "a última oportunidade" para demonstrar que tem capacidade para "negociar e dialogar".» (in EXPRESSO, 12.03.08).

Afirmo: no sábado, também ouvimos todos Mário Nogueira dizer que não havia mais diálogo….ontem, 3ª feira, após um provável lanche na 5 de Outubro, com a cambada da tutela que nos governa, já vinha ele todo sorridente……

PERGUNTO:

É ISTO QUE QUEREMOS? ADIAR ????? E O CONJUNTO DAS POLÍTICAS NEO-LIBERAIS PARA A EDUCAÇÃO, ASSENTE NO PRIMADO DO SUCESSO PARA AS ESTATÍSTICAS E PARA A PRIVATIZAÇÃO DAS ESCOLAS?????

A MAIOR PARTE DO TECIDO EMPRESARIAL PORTUGUÊS SÃO PME´S EM QUE OS SEUS GERENTES/ADMINISTRADORES NÃO TÊM SEQUER O 9º ANO (ANDARÃO AGORA ALGUNS À PRESSA E A TROCO DE ALGUMAS BENESSES NOS CURSOS EFA E NAS NOVAS OPORTUNIDADES A FAZÊ-LO….)….SÃO ESSES AMANHÃ QUE ESTARÃO NAS ESCOLAS???? E AS GRANDES EMPRESAS COMO A PT E A SONAE, ENTRE OUTRAS, DEU-LHES AGORA PARA ESTAREM MUITO PREOCUPADAS COM OS ALUNOS E OS SEU SUCESSO, NUM ACESSO DE FILANTROPISMO E ALTRUÍSMO NUNCA ANTES VISTO?

É POR ISTO QUE NOS JUNTÁMOS 100.000 PROFESSORES EM LISBOA?

PORQUE SÓ SE OUVE FALAR DE AVALIAÇÃO? E O E.C.D.? E A DIVISÃO DA CARREIRA EM DUAS CATEGORIAS?

E A GESTÃO ESCOLAR? E O ESTATUTO DO ALUNO?

TEMOS QUE ESTAR ATENTOS E NÃO PERDER A UNIÃO QUE NOS LEVOU ATÉ AQUI!

O QUE SE ESTÁ A PASSAR DESDE 2ª FEIRA, NÃO É MAIS DO QUE SALVAR A CARA DE QUEM ESTÁ COMPLETAMENTE ISOLADO E DESGASTADO PELA NOSSA LUTA…….

NÃO PODEMOS EMBARCAR EM ACORDOS SIMPLES, FRUTO DE NEGOCIATAS DE BASTIDORES…..TEMOS QUE CONTINUAR UNIDOS PARA DERROTAR AS POLÍTICAS QUE, SE PASSAREM, DESTRUIRÃO A EDUCAÇÃO E O FUTURO DO PAÍS!!!

No passado já vimos, o que deram as cedências…lembram-se do Campo Pequeno???? E em 2005, éramos 25.000….e o ECD, não passou?????

Agora ou nunca!!!!! Ou continuamos atentos, calmos e serenos, mas unidos e dispostos a continuar a LUTAR, ou irá ficar tudo como está e o GOVERNO levará todo o quadro legislativo que nunca outros ousaram aplicar, por diante….

Desculpem-me os devaneios e desabafos….mas começo a estar farto de andarmos todos meio perdidos nesta embrulhada toda…..ou temos clareza no que queremos e naquilo porque lutamos, ou é melhor irmos todos comer o borrego Pascal……

Um abraço

José António Farinha

Prof. EB23 Dr. Rui Grácio – MONTELAVAR

A LUTA CONTINUA!!!!

terça-feira, março 11, 2008

Educação noutros Países

Para: Movimento de Professores Revoltados

Portugal

De: Maria Teresa Duarte Soares – teresa. duartesoares@ t-online.de

Alemanha


Data: 26.02.08

Caríssimas colegas

Antes de mais, os meus mais sinceros parabéns pela organização do vosso movimento. Já há bastante tempo que temia ver os professores em Portugal e os professores portugueses no estrangeiro perto de cair num marasmo inoperacional relativamente às prepotências, injustiças, ilegalidades, indecências, etc,etc,etc, do nosso Ministério da Educação. Estou satisfeitíssima por ver que tal não é verdade, pelo menos no que respeita aos docentes em Portugal.
Os professores portugueses no estrangeiro encontram-se, a meu ver, ainda num estado de inacção que me custa compreender, apesar de desde 1998 terem sido penalizados de todos os modos possíveis pelo ME, a título de uma falaciosa e irreal "poupança.

Sou, desde 1982, professora de Língua e Cultura Portuguesas no Estrangeiro, e pertenço ao QND da Escola B 2,3 Mestre Domingos Saraiva no Algueirão.

Tenho sido sempre activa sindicalmente, encontrando-me no momento na Direcção do SPCL (Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas).

Conheço bem os sistemas de ensino da Alemanha e da Suíça, os dois países em que trabalhei longos anos.

Por isso, envio-vos aqui várias informações sobre os docentes e o ensino nos dois países, informações estas que poderão usar do modo que vos for mais útil, e onde poderão ver que os professores mais explorados da Europa, são, sem sombra de dúvida, os docentes portugueses.

Alemanha
Avaliação dos docentes:

Têm, de 6 em 6 anos, uma aula (45 minutos) assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão.

Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as assistências e não existe mais nenhuma avaliação.

Não existe nada semelhante ao nosso professor titular. Sempre gostava de saber onde foi o ME buscar tal ideia. Existem, claro, quadros de escola.

Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.


As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal,nunca durante o período de férias. Sempre achei um pouco perversos os meninos irem de férias e os professores ficarem a fazer reuniões…

Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas! Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria! Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.

As escolas não são centros de recreio nem servem para "guardar" os alunos enquanto os pais estão a trabalhar.Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas.
Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano, às 17.00.

Total de dias de férias por ano lectivo: cerca de 80 (pode haver ligeiras diferenças de estado para estado)

Alunos

Claro que existem problemas de disciplina. Mas é inauditos os alunos, ou os pais dos mesmos, agredirem os professores. A agressão física de um professor por um aluno pode levar à expulsão do último.

Os trabalhos de casa existem e são para serem feitos. Absolutamente inconcebível que um encarregado de educação declare que o seu filho/filha não tem nada que fazer trabalhos de casa, como acontece, ao que sei, em Portugal.

É terminantemente proibido os alunos terem os telemóveis ligados e utilizarem-nos durante as aulas. As penas para tal são primeiro aviso aos pais, depois confiscação do telemóvel e por fim multa.

Suíça

Tal como na Alemanha, os professores só são assistidos durante o período de formação e para subida de escalão.

Durante os períodos de férias as escolas encontram-se, como na Alemanha, encerradas.

Os horários escolares são semelhantes aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, terminam cerca das 11.30.

No início das aulas os alunos cumprimentam o professor apertando-lhe a mão e despedem-se do mesmo modo. Claro que não há 28 ou 30 alunos numa classe, mas no máximo 22.

O telemóvel tem de estar desligado durante as aulas.

É dada grande importância aos trabalhos de casa. A não apresentação dos mesmos implica descida de nota final.

Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão) .

Vencimentos

Só uma pequena comparação … na Suíça um professor do pré-primário no topo da carreira recebe 5.200 francos mensais líquidos (cerca de 3.400 euros), mais ou menos o dobro do que vence um professor em Portugal no topo da carreira….


Caras / Caros colegas:

Espero não ter abusado da vossa paciência com a minha exposição. Porém, acho que ficou claro que, se o ensino em Portugal se encontra em péssimo estado, a culpa não é dos professores, mas sim de um ME vendido aos empresários, que tem como objective actual a quase extinção da escola pública, para que a mesma produza analfabetos funcionais, que trabalharão sem caixa médica e sem subsídio de férias, porque nem sabem o que isso é, e se souberem, não poderão reclamar porque não saberão escrever uma carta em termos…. Isto para não mencionar as massas que se entregarão à criminalidade, prostituição, etc.

Um grande abraço para todas /todos da colega

Teresa Soares