Quarta-feira, Julho 08, 2009

Viseu Requalificação

1.2 milhões para a requalificação da Alberto Sampaio

As obras de requalificação da avenida Alberto Sampaio foram adjudicadas pela Câmara Municipal. O acto foi adiantado na reunião pública do executivo. Na altura, foram também anunciados os trabalhos do Centro Escolar Viseu/Norte – Santo Estêvão. As obras do Centro Escolar vão custar cerca de dois milhões de euros, mais precisamente 1.995.000. No final da reunião Fernando Ruas confirmou que o Centro Escolar de Rio de Loba, a construir junto ao ‘Penedo da Loba’, também já foi adjudicado por 1.5 milhões de euros. Os equipamentos deverão estar concluídos dentro de 300 dias.

Procedeu-se também à abertura do procedimento para o campo de futebol de areia, a construir junto ao campo relvado de futebol de 11, Alves Madeira, enquanto por detrás das piscinas municipais surgirá uma estrutura para o ‘Desporto Adaptado’. Por outro lado, foram anunciadas obras no Mercado 21 de Agosto, aproveitando a construção de um imóvel particular que anda a ser construído junto a uma das entradas para o mercado. Para além da construção de uma praça, no interior, as entradas serão alargadas ou requalificadas, sobretudo a que está junto ao Rossio e a da avenida Alberto Sampaio, dando maior dignidade e funcionalidade ao mercado. O presidente informou também, que o município investiu 2.449.938,69 euros em cultura e não 400 mil como se pretende fazer passar Quanto às obras na Quinta da Cruz custam 2.5 milhões.

Parque Empresarial de Lordosa

Fernando Ruas anunciou também que o Parque Empresarial de Lordosa irá ter uma primeira fase que custa sete milhões de euros (e não é a mais barata!). Está ‘tudo pronto’ para o arranque do processo. Antes de o presidente ter assumido a direcção da reunião pública, a responsabilidade de orientar os trabalhos foi cometida ao vice-presidente, Américo Nunes, tendo a oportunidade de lamentar o facto de o Governo não contemple os casos de requalificação habitacional, contribuindo, desta forma, para fixar os casais jovens em ambiente de centros históricos, por exemplo. Na verdade, ‘tudo o que seja para a habitação o apoio estatal é de zero’.

http://www.diariodaguarda.com/index.php?option=com_content&view=article&id=992:12-milhoes-para-a-requalificacao-da-alberto-sampaio-&catid=52:local&Itemid=53

Quarta-feira, Julho 01, 2009

ESENViseu - Tomada de posse do Sr. Director

Ex.mo Sr. Director

Ex.mo Sr. Presidente e restantes elementos do Conselho Executivo cessante

Senhores Conselheiros

Caros convidados

Dedicados professores e funcionários desta excepcional comunidade que tem Emídio Navarro como Patrono.

Acabámos de ser testemunhas da tomada de posse do primeiro director da ESEN, no decurso do período democrático, inaugurado com o 25 de Abril. Razões de vária ordem que o anterior modelo de gestão não desaconselhava, levaram a tutela a enveredar por alterações profundas nas unidades de gestão – apelido pelo qual respondem agora as escolas – em nome de uma propalada liderança forte, assente numa direcção unipessoal. Sabemos, também autorizados pela experiência, que qualquer tipo de gestão, mesmo a colegial, pode ter os seus vícios, transfigurando o exercício democrático num mero dispositivo para cumprir formalidades. Pelas mesmas razões – e aí residirá a nossa grandeza – será possível transformar uma liderança unipessoal num exercício de partilha democrática assente nos agentes profissionais, contra os quais nenhuma reforma vingará para além da que resulta, se é que resulta, da fria estatística.

Nos últimos 4 anos a escola tem sido fustigada, vá-se lá saber em nome de quê, pelas mais despropositadas reformas, algumas erráticas, outras consideradas já, pelos seus mentores, não sabemos se estrategicamente se genuinamente, erradas. A nova direcção e o seu director têm à sua disposição um corpo docente empenhado, mas desiludido; um corpo docente responsável, mas desanimado por tanta desconsideração e até ofensa gratuita. Muitos dos que trabalharam em prol do ensino, nesta escola e em tantas outras, saíram antecipadamente – e fazem falta! Há feridas para sarar e uma vontade enorme de mudar, com critério, de alterar, sem subverter os valores, sejam os da justiça, sejam todos quantos possam devolver-nos a dignidade que reivindicamos para a retoma com satisfação e com alegria do exercício profissional. Também os funcionários carecem de um clima que lhes permita sentirem-se seguros e cada vez mais parte indispensável de um corpo, que tem em comum a tarefa fundamental de criar as condições efectivas para a assumpção de uma escola pública de qualidade que, sem eles, também não é concretizável.

Meu caro Director, os tempos são assim de algum desconforto e de bastante perplexidade, mas o nosso interesse e a nossa disponibilidade passarão, antes de mais, por esbater divergências, ajudando a criar as condições que nos devolvam o espírito do gosto de vir para a escola, seja porque aqui nos encontramos como uma grande família, seja, porque aqui desenvolvemos a missão que nos prende a este sítio: a missão de ensinar.

No projecto de intervenção, com que concorreu a este lugar, referiu-se a torrentes legislativas que enredam diariamente os profissionais do ensino numa teia de burocracias, tantas vezes, inoperantes e esgotantes; referiu-se também a uma desmesurada carga funcional, mantendo em relação a um e a outro dos aspectos referidos uma vontade expressa de procurar subtrair excessos e dispensar exageros. O momento em que professores e alunos se encontram frente a frente ou lado a lado, no exercício de ensinar e aprender, precisa de tempo, de retaguarda, de espaço de maturação, incompatíveis com o frenesim empresarial e a competição cega por resultados. Necessitamos de ganhar tempo e espaço para respondermos, sem vertigem, aos desafios que todos os dias crescem no nosso caminho. O vendaval que tem varrido a escola precisa de amainar. O nosso esforço, que não esmorecerá, será transformá-lo em energia capaz de insuflar as velas de um barco à procura de rumo. Mas um rumo que nos envolva e que não nos deixe borda fora ou tantas vezes em desequilíbrio. O conselho Geral a que presido, estou certo, espera que o diagnóstico que prometeu fazer a situações problemáticas, resulte em soluções justas e, nessa medida, seremos força dessa força porque o que mais queremos é uma escola onde o bem-estar aumente todos dias, o diálogo cresça e a negociação, por onde tantas vezes se colhe a conciliação, se faça sentir, partilhada como o ar que respiramos.

A atmosfera do momento e alguma informalidade hão-de permitir, até como corolário do que se afirmou, que destaque de Uma Teoria da Justiça, de John Rawls, um lúcido naco de texto, cito: A justiça é a virtude primeira das instituições sociais, tal como a verdade o é para os sistemas de pensamento. Uma teoria, por mais elegante ou parcimoniosa que seja, deve ser rejeitada ou alterada se não for verdadeira; da mesma forma, as leis e as ins­tituições, não obstante o serem eficazes e bem concebidas, devem ser reformadas ou abolidas se forem injustas. Citei sem acrescentos desnecessários.

Hoje é também uma ocasião de passagem de testemunho. O Conselho Executivo que se retira, deu o seu melhor e em muitas circunstâncias o melhor foi gerir, sem estragos humanos, uma escola que, como titulava o El País, está que arde! Passar estes quatro anos ao lado de conflitos e tensões, mantendo, no essencial, as condições para o exercício de funções, há-de ser, quando se fizer o balanço e se tiver a distância que os factos históricos recomendam, motivo de reconhecimento, talvez tardio. Além de mais, quem exerce por missão, por entrega a causas, aspectos em declínio, senão em desuso, deve merecer o nosso aplauso, expresso ou contido, mas aplauso.

Para todos os que vieram, os que não puderam, os que não quiseram, dentro da pluralidade que nos enriquece, procuraremos que este seja o primeiro dia em que a diferença seja expressa por um aumento progressivo do bem-estar, da qualidade, da responsabilidade, da partilha, do diálogo e na sua essência de um espírito e de uma prática profundamente democráticas onde cada um, estamos certos, dará o seu melhor.

Viseu, 30 de Junho de 2009.

Dr. Jerónimo Costa

Presidente do Conselho Geral

Escola Secundária de Emídio Navarro - Viseu

Viseu - Ténis de Mesa

Sexta-feira, Junho 26, 2009

"Chinesices"

Eduardo Prado Coelho-Precisa-se de matéria prima para construir um País

Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007),

teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos,

por isso façam uma leitura atenta.

Precisa-se de matéria prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho - in Público

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.

Agora dizemos que Sócrates não serve.

E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.

Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.

O problema está em nós. Nós como povo.

Nós como matéria prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.

Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família

baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal

E SE TIRA UM SÓ JORNAL,
DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país:

-Onde a falta de pontualidade é um hábito;

-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.

-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.

-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memóri política, histórica nem económica.

-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.

-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.

-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.

-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa ?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados !

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.

Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

E você, o que pensa ?... MEDITE !

EDUARDO PRADO COELHO

Viseu: Jovem Agredida e violada ao correr na mata de Fontelo

Viseu: Polícia Judiciária procura dois homens
Agredida e violada ao correr em mata
Uma jovem, de 16 anos, foi agredida e violada por dois homens quando fazia corrida no Complexo Desportivo do Fontelo, em Viseu. A vítima foi abordada pelos criminosos, que actuaram de cara destapada, na pista de manutenção e depois levada para um local escondido na mata, onde a violação foi concretizada.

Segundo o CM apurou, o crime verificou-se no dia 18, às 19h00, altura do dia em que aquele espaço costuma ser frequentado por muitos praticantes de desporto.

A jovem "corria sozinha e devagar" quando de repente foi abordada por dois desconhecidos, com idades compreendidas entre os 25 e os 35 anos.

"Depois de a terem manietado e tapado a boca para não gritar, levaram-na para uma zona erma na mata e consumaram a violação", adiantou ontem fonte policial, salientando que ninguém terá presenciado o crime.

A jovem, estudante, ficou de tal forma abalada que no dia em que ocorreu a violação não foi capaz de dizer a ninguém o que lhe tinha acontecido. Só no dia seguinte é que "ganhou coragem" e foi apresentar queixa no Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Especificas da GNR de Viseu.

"A jovem estava muito transtornada, humilhada e relutante em apresentar queixa contra desconhecidos. Depois de falar com os nossos militares acabou a muito custo por formalizar a queixa", explicou ontem ao CM o major Paulo Fernandes, relações públicas da GNR de Viseu.

A GNR informou de imediato a Polícia Judiciária de Coimbra e remeteu a queixa para o Ministério Público do Tribunal de Viseu.

A jovem estudante revelou às autoridades policiais algumas características físicas dos agressores – que garante não conhecer –, pistas que serão determinantes para a sua captura.
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=F5F8B742-B007-49D7-9E16-B4CD3DDE69F4&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Viseu – Obras Públicas.


Viseu está, curiosamente, a meio do rectângulo cuja configuração do País é Portugal.

Se este rectângulo fosse uma mesa de ping-pon. Viseu estaria a meio, no lugar da rede da mesa e, tem assistido à passagem da bola para um e outro lado, ou seja, norte e sul que recebem os investimentos públicos e Viseu vê passar com alguma ingenuidade.

E uma questã de localização.

Todos os partidos de poder têm afinado pelo mesmo diapasão, pouco desenvolver esta região.

Há quantos anos ouvimos falar do comboio para Viseu?

Com políticos responsáveis era assim: anulamos as linhas existentes Espinho, Aveiro e S. Comba Dão, mas projectamos nova ligação a Viseu a partir de entre Nelas e Mangualde ou outro sítio, mas enfim a qualidade dos nossos (des)governantes não é suficiente para chegar a esta conclusão e iludem-nos quando há eleições.

É que o tempo de espera já cansa, desespera e estamos à beira de um ataque de nervos. Obras como; auto-estrada, arquivo e comboio, fazem ainda parte, só para se indicarem algumas, Universidade pública, as Unidades de Saúde Familiar de Orgens, Abraveses e Rio de Loba…

Jacinto Figueiredo, 22-06-2009

Eleições Europeias

Laranja continua a predominar no distrito de Viseu
Nestas eleições Europeias, o PSD foi o partido mais votado no distrito de Viseu, com 43,31 por cento dos votos (55.769 votos), seguindo-se o PS que não foi além dos 24,25 por cento (31.229 votos). O CDS/PP é a terceira força política no distrito, com 10, 17 por cento dos votos (votaram CDS/PP 13.091 eleitores). Em quarto lugar surge o Bloco de Esquerda, com 7, 91 por cento dos votos (10.188 votos) e por último, surge o PCP-PEV com 4, 06 por cento dos votos (5.234 votos). No panorama nacional, o PSD venceu as europeias, com 31,68 por cento dos votos (1.126.119 votos). Uma ligeira vantagem sobre o PS, que, com 26,58 por cento 944.795 votos), ficou muito longe dos 44,5 por cento conquistados há cinco anos. O Bloco de Esquerda foi um dos grandes vencedores, duplicando a votação conseguida em 2004 - de 4,9 por cento para 10,74. Apesar de passarem a quarta força política, atrás do BE, os comunistas também subiram, passando de 9,1 por cento para 10,66 por cento. Também o CDS cantou vitória, alcançando o objectivo de eleger dois eurodeputados e os 8,4 por cento dos votos, muito acima das previsões das sondagens. Em 2004, PSD e CDS-PP, então no Governo, concorreram coligados, mas somaram apenas 33,3 por cento dos votos. Agora, juntando os resultados dos dois partidos, ultrapassam a fasquia dos 40 por cento. Com estes resultados, o PS perdeu, em relação a 2004, votos, percentagem e mandatos, passando de 12 para 7 eurodeputados, mas numa eleição em que Portugal perdeu dois representantes no Parlamento Europeu (passando de 24 para 22 eurodeputados). Assim, nestas eleições de 2009 em relação às de 2004 o Partido Socialista perdeu cinco deputados, sendo o único partido que perdeu mandatos, apesar do número de deputados eleitos por Portugal ter sido reduzido de 24 para 22. OPSD elegeu mais um eurodeputado e o Bloco de Esquerda mais dois.

http://www.noticiasdeviseu.com/index.php?option=com_content&view=article&id=933:laranja-continua-a-predominar-no-distrito-de-viseu&catid=63:politica&Itemid=87

Eleições - aritmética eleitoral

...

C - Exercícios de aritmética eleitoral

  1. Número de inscritos

A forma como o Estado e os governos tratam desta questão é reveladora do respeito que têm para com a democracia de mercado que montaram e que apregoam como exemplar. Com os meios técnicos existentes e com o afamado Simplex, ainda não conseguiram uma forma de manter o recenseamento actualizado. Percebe-se porquê: os mandarins não deixam de ser eleitos e os subsídios aos partidos são pagos pelo número de votos conseguidos, sendo irrelevante, para esse efeito, a taxa de participação dos inscritos e a presença, entre estes, de muitos milhares de pessoas já falecidas.

1999

2004

2009

%

%

%

INSCRITOS

8.695.600

8.748.600

9.491.492

VOTANTES

3.480.948

40,03

3.394.356

38,80

3.555.088

37,46

Votos expressos

BRANCOS

63.573

1,83

87.193

2,57

164.815

4,64

NULOS

53.245

1,53

47.344

1,39

71.103

2,00

DIRIGIDOS

3.364.130

96,64

3.259.819

96,04

3.318.980

93,36

Como se explica que entre 1999 e 2004 o número de inscritos residentes tenha aumentado 53 mil e, de 2004 para hoje, tenha crescido quase 743 mil? Como é óbvio, isto adultera o cálculo da taxa de abstenção e justifica que o acréscimo do número de votantes (cerca de 160 mil) não tenha impedido a taxa de abstenção de aumentar (61.2% em 2004 para 62.5% no dia 7).

Não se consegue entender, face às dinâmicas populacionais, porque cresce 19% o eleitorado açoriano e mais de 12% em Aveiro, Braga, Leiria, Madeira, Viana do Castelo e Vila Real e apenas 5% em Lisboa ou 7% em Setúbal.

...

Quarta-feira, Junho 17, 2009

Viseu Rio Pavia com funções pedagógicas

Funções pedagógicas para Moinhos da Balsa

Acaba de abrir o CMIA – Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Viseu, nos antigos moinhos da Balsa. O presidente da autarquia viseense, Fernando Ruas, disse, na altura, que o equipamento tem duas vertentes: possibilitar a visita aos alunos das escolas do concelho, integrando-os nos problemas ambientais, e abri-lo à realização de seminários e conferências. Numa fase mais adiantada poderão ser feitas outras actividades. O autarca disse que foi uma boa escolha ter inserido o CMIA numa zona requalificada da cidade – Parque Linear do Pavia.

Para além disso ‘era determinante que Viseu tivesse uma obra desta natureza’. Espera-se que ‘num futuro próximo seja mesmo muito movimentada’. Este é um sinal de que ‘nos preocupamos com os problemas do ambiente’, sem estarmos ‘a atirar para os outros aquilo que é da nossa responsabilidade’. Falando para uma plateia jovem, o autarca procurou fazer passar a mensagem de que todos se dizem amigos do ambiente mas que na prática nem sempre é assim. ‘Come-se a sandes e deita-se o guardanapo para o chão…’ ou colocam-se os tijolos e o cimento que sobrou das obras realizadas em casa na berma das estrada’…

Para além de ser mau para o ambiente é o caminho aberto para que outros façam o mesmo aumentando as lixeiras. Através da sensibilização das crianças espera-se que os adultos sejam catequizados por elas, praticando-se a pedagogia da pirâmide invertida, ou seja: as crianças a ensinarem os pais nas boas práticas para com o ambiente. Pediu para não deixarem, pelo ‘menos com o vosso conhecimento, que as pessoas façam estas agressões anormais’. O CMIA de Viseu foi desenvolvido no âmbito do Programa ViseuPolis. Está integrado no Parque Linear do rio Pavia, margem esquerda.

http://www.noticiasdeviseu.com/index.php?option=com_content&view=article&id=938:funcoes-pedagogicas-para-moinhos-da-balsa&catid=52:local&Itemid=53

Domingo, Junho 14, 2009

Há cinco novas cidades em Portugal

Pacote autárquico

Há cinco novas cidades em Portugal

por SUSETE FRANCISCOOntem

Parlamento aprovou por consenso elevação das vilas da Senhora da Hora, Samora Correia, Valença, São Pedro do Sul e Borba.

A Assembleia da República aprovou ontem, por unanimidade, a criação de cinco novas cidades. Os parlamentares votaram a elevação das vilas da Senhora da Hora (Matosinhos), Samora Correia (Benavente, distrito de Santarém), Valença (distrito de Viana do Castelo), São Pedro do Sul (Viseu) e Borba (distrito de Évora).

No pacote autárquico que ontem foi a votos (pela primeira vez nesta legislatura, dado que nenhuma proposta nesta matéria tinha ainda subido ao plenário), contam-se também 22 povoações que passam agora a vila.

Na lista estão Valongo do Vouga (Águeda), Soza (em Vagos, distrito de Aveiro), Arões S. Romão (Fafe), São Pedro (Figueira da Foz), Marinha das Ondas (Figueira da Foz), Lavos (Figueira da Foz), Bensafrim (Lagos), Foz do Arelho (Caldas da Rainha), A-dos-Francos (Caldas da Rainha), Prior Velho (Loures), Casal de Cambra (Sintra), Montelavar (Sintra), Ancede (Baião, distrito do Porto), Guifões (Matosinhos), Vilarinho (Santo Tirso), Senhora Aparecida (Lousada), Olival (Ourém, distrito de Santarém), Castro Laboreiro (Melgaço, Viana do Castelo), Soajo (Arcos de Valdevez), Lordelo (Vila Real), Tavarede (Figueira da Foz) e Madalena (Vila Nova de Gaia).

De fora do acordo parlamentar (a lista foi consensualizada pelos vários partidos na comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território) ficaram todos os projectos de lei que implicavam alterações aos limites territoriais das freguesias - a maioria parlamentar socialista não quis mexer nesta matéria.
Pelo caminho ficaram também várias as propostas para a alteração do nome de povoações.

Os vários projectos de lei ontem aprovados no Parlamento seguem agora para promulgação do Presidente da República.

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1261607

Sábado, Junho 13, 2009

Adieu Monsieur le Professeur

Adieu Monsieur le Professeur


http://www.youtube.com/watch?v=RYTUr3gMkHk

Santana Castilho

Santana Castilho

Nos aniversários dão-se parabéns e prendas. O sujeito fez anos. Anos à frente de um governo que se tem encarniçado a destruir a Escola Pública.
Talvez preferisse um fatito Hugo Boss, mas dou-lhe tão-só uma caixinha de recordações, embrulhada em papel negro de desdita.

Recordo-lhe que em 4 anos de actividade produziu diplomas que envergonham aquisições mínimas do nosso sistema de ensino. O estatuto da carreira docente, a avaliação do desempenho dos professores, a gestão das escolas e o estatuto do aluno são apenas as pérolas. Mas a lista é longa.

Recordo-lhe que a coberto de uma rede propagandística que tornaria Goeebels num aprendiz, cortou, vergou, denegriu e fechou como um obcecado pelo extermínio.

Recordo-lhe que desertificou meticulosamente o interior.

Recordo-lhe que congelou salários, burocratizou até ao insuportável e escravizou com trabalho inútil.

Recordo-lhe que manipulou estatísticas, mentiu e abandalhou o ensino, na ânsia de diminuir o insucesso a qualquer preço.

Recordo-lhe que chamou profissional a uma espécie de ensino cuja missão é reter na escola, de qualquer jeito, os jovens que a abandonavam precocemente.

Recordo-lhe que abandonou centenas de alunos com necessidades educativas especiais.

Recordo-lhe que contratou crianças para promover produtos inúteis e aliciou pais com a mistificação da escola a tempo inteiro.

Recordo-lhe que foi desumano com professores nas vascas da morte e usou e deitou fora milhares doutros, doentes, depois de garantir que não o faria.

Recordo-lhe que, com o concurso de titulares, promoveu a maior iniquidade de que guardo memória.

Recordo-lhe que enganou miseravelmente os jovens candidatos a professores e humilhou as instituições de ensino superior com a prova de acesso à profissão.

Recordo-lhe que desrespeitou leis fundamentais do país e, com grande despudor político, passou sem mossa por sucessivas condenações em tribunais.

Recordo-lhe que desrespeitou continuadamente a negociação sindical e fez da imposição norma.

Recordo-lhe que reduziu a metade os gastos com a Educação e aumentou para o dobro a distância que nos separava da Europa.

Recordo-lhe que perseguiu, chamou a polícia e incitou e premiou a bufaria.

Recordo-lhe que os professores portugueses não vão esquecer.

OS PROFESSORES PORTUGUESES

NÃO PODEM ESQUECER.
Rcebido por e-mail de F. Lima