Mais de 80 autarcas investigados! Impostos gastos em
hot clubs, prostitutas, etc...
O regabofe é
grande mas a impunidade ajuda a que se mantenha e expanda, sem controle. A
corrupção é já uma festa multipartdária... porque haverão os corruptos de se
privar de roubar, se o povo não os punirá por isso?
Navegue
pelos casos abaixo compilados e indigne-se com imoralidade dos que elegemos...
Mais de uma
centena de autarcas envolvidos nas investigações num total de 80 processos.
Penas incumpridas e sempre suaves.
A grande
lista negra... Principais casos de autarcas e afins, que foram julgados e/ou
condenados em Portugal:
PAREDE/CARCAVELOS
2014 - PSD/CDS -
João Magno, o tesoureiro da junta de Freguesia da Parede no anterior mandato e
cinco funcionários daquela autarquia do concelho de Cascais foram acusados pelo
Ministério Público de desvios de dinheiros públicos, para fins pessoais, da
ordem dos 410 mil euros.
A filha do
ex-presidente, já falecido, terá levado mais 30 mil. O orçamento anual da junta
da Parede andava pelos 760 mil euros. Em três anos, as suas receitas e despesas
rondaram assim os 2,3 milhões de euros. Durante três anos desapareceram 410 mil
euros. Conclusão: foi durante três anos possível desviar anualmente quase 20%
da receita total da autarquia sem ninguém dar por nada.
GUARDA 1998 - Abílio Curto (PS) Presidente
da câmara, foi condenado pelo crime de corrupção passiva, no âmbito de um
processo em que terá exigido a dois empresários 20 mil euros para emitir uma
licença de utilização de um edifício.
Foi ainda
condenado a 3 anos e 6 meses de prisão no âmbito do «caso do Matadouro», pelo
crime de fraude na obtenção de subsídio. Esta pena foi reduzida em 2 anos
devido a cúmulo jurídico e a título de perdão do tribunal. Saiu, após cumprir
metade da pena de prisão.
PONTA DO
SOL, MADEIRA - António
Lobo (PSD). Recebia dinheiro de licenciamentos
Condenado em
2007 a seis anos de prisão pela prática dos crimes de prevaricação e corrupção
passiva para ato ilícito. O tribunal deu como provado que o ex-presidente do
município recebia pagamentos para aprovar licenciamentos de obras particulares,
verbas que revertiam a seu favor. O processo, conhecido como "Lobo",
remonta a 2004, quando, na sequência de uma denúncia de um promotor à PJ de que
teria de pagar 15 mil euros para obter a aprovação da câmara para um projeto
imobiliário na freguesia da Madalena do Mar, o presidente da autarquia foi
detido.-
A pena
terminaria em 2013, mas o autarca saiu em 2011, em liberdade condicional. O
mesmo autarca foi absolvido em Janeiro de 2010 de um outro processo em que era
acusado de burla qualificada e corrupção passiva para ato ilícito.
MADEIRA 2000
- Luís
Gabriel (PSD), autarca de Santa Cruz, foi condenado a 5 anos e meio de prisão
efectiva por peculato, burla agravada e falsificação de documentos. Ficou ainda
condenado a uma pena acessória de impedimento do exercício de qualquer cargo
público por um período de 3 anos. Começou a cumprir a pena em 2003, depois de
esgotados todos os recursos, e saiu em 2007 em liberdade condicional.
NAZARÉ 2007
- Luís
Monterroso (PS) Depois de duas absolvições em outros tantos julgamentos
anulados, o ex-presidente da Câmara Municipal, foi condenado em 1ª instância a
um ano de prisão, com pena suspensa por três anos, por um crime de participação
económica em negócio no processo de adjudicação em 1990 do Plano Diretor
Municipal (PDM).
VAGOS 2007
- João Rocha
(PSD), que presidiu à Câmara de Vagos, foi condenado em 2007 a cinco anos de
pena suspensa por corrupção, ficando obrigado a pagar 15 mil euros aos
bombeiros locais.
Esta
condenação data de 2007, mas o processo remonta ao início dos anos 90. Em
causa, a negociação de terrenos no Areão. O coletivo de juízes deu como provado
que um dos cheques, no montante de 19 500 contos, (100.000 euros) passado pelo
empresário António Paula ao pai de João Rocha, destinou-se a gratificar o então
presidente da câmara pelas "facilidades" dadas no negócio.
MARCO DE
CANAVESES 2009: Avelino
Ferreira Torres, (CDS-PP). EX PRESIDENTE, foi absolvido pelo tribunal das
acusações de corrupção, peculato de uso, abuso de poder e extorsão de que
estava acusado no âmbito do processo «Apito Dourado». 2008, o Tribunal tinha
absolvido Avelino Ferreira Torres dos crimes de corrupção, peculato de uso,
abuso de poder e extorsão.
Dezanove
autarcas de freguesia de Marco de Canaveses foram condenados, em julho de 2011,
a três anos de prisão com pena suspensa, por terem usado dinheiro das juntas
para pagar um relógio de ouro oferecido a Avelino Ferreira Torres. O coletivo
de juízes considerou provado que os 19 autarcas praticaram um crime de peculato
em coautoria. O relógio de ouro, avaliado em 15 mil euros, foi oferecido em
novembro de 2004 ao antigo presidente da câmara numa festa de aniversário e de
despedida quando Avelino Ferreira Torres já tinha anunciado a sua candidatura
ao município vizinho de Amarante.
A quinta, as
obras e o 'Apito Dourado'
Foi acusado
e condenado em primeira instância... Depois foi absolvido e ainda viu uma pena
ser prescrita. Em 2004, foi condenado a três anos de prisão com pena suspensa
pelo crime de peculato e peculato de uso. Num dos processos a que respondeu em
julgamento, a acusação referia que um empresário de Marco de Canaveses foi
coagido por Avelino Ferreira Torres a comprar-lhe uma quinta por 350 mil euros,
sob pena de não receber 1,25 milhões de euros que a autarquia lhe devia. Também
foi acusado de ter utilizado bens da autarquia para realizar trabalhos
particulares. Após vários anos de recursos, a pena foi considerada prescrita a
4 de maio de 2011. Foi arguido no processo "Apito Dourado" e acusado de
crimes de corrupção, peculato de uso, abuso de poder e extorsão. Em março de
2009 foi absolvido.
CELORICO DA
BEIRA 2011 - Júlio
Santos (PS) O antigo presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira, foi
detido pela Polícia Judiciária (PJ) para cumprimento de uma pena de prisão de
seis anos e seis meses por corrupção passiva, branqueamento de capitais,
peculato e abuso de poder.
Júlio Santos
foi condenado em 2007 pelo tribunal local a uma pena de cinco anos e dez meses
de prisão, ficando ainda proibido de exercer cargos públicos num período de
cinco anos, mas a pena foi agravada para seis anos e seis meses em resultado do
recurso que interpôs.
GAIA - Guilhermina Rego (PSD) Negócios
privados de vereadora do Porto julgados - O Tribunal de Gaia inicia julgamento
de um caso de fraude fiscal imputado a 22 arguidos, incluindo Guilhermina Rego,
que é vereadora da Câmara do Porto, mas surge no processo pela sua actividade
empresarial privada. O processo refere que só no caso da sociedade arguida
António da Silva Rego, Importação e Exportação de Metais, SA, em que
Guilhermina Rego ficou com 25 por cento das acções, as supostas facturas falsas
terão permitido uma dedução indevida de IVA, em 2002 e 2003, no valor global de
1,7 milhões de euros. O esquema incluiu transacções intracomunitárias
fictícias, envolvendo o mercado espanhol, assegura o Ministério Público, que
sustenta a acusação em abundante prova pericial e documental, tendo ainda
arrolado 41 testemunhas, incluindo especialistas em matéria fiscal.
Afinal foram
apenas os irmãos! A vereadora da Câmara do Porto foi absolvida do crime de
fraude fiscal num processo que envolve empresas sucateiras do seu universo
familiar que terão lesado o fisco em 4,8 ME. Irmãos de Guilhermina Rego,
António Pedro e Glória, participaram na fraude fiscal qualificada em causa no
processo e condenados a 4 anos e 6 meses de prisão, pena suspensa por igual
período, sob condição de pagarem as prestações tributárias em falta.
2013- O
presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, escolhe Guilhermina Rego para
vice-presidente da autarquia.
OEIRAS - Isaltino Morais, PSD mantinha a
presidência da Câmara de Oeiras como independente, foi detido pela PSP, depois
de o Tribunal da Relação de Lisboa o ter condenado a dois anos de prisão, por
fraude fiscal e branqueamento de capitais.
As primeiras
denúncias foram conhecidas publicamente em 2003. Surgem notícias sobre alegadas
contas bancárias não declaradas na Suíça e na Bélgica que levam Isaltino Morais
a demitir-se do cargo de ministro das Cidades, Ordenamento do Território e
Ambiente, que ocupava desde 2002.
Em junho de
2005, é constituído arguido e poucos meses depois reeleito presidente da Câmara
de Oeiras.
Em janeiro
de 2006, o MP acusa-o de sete crimes. A decisão de levar o autarca a julgamento
acontece mais de dois anos depois. Em 2009, o Tribunal de Sintra condena
Isaltino Morais a sete anos de prisão efetiva, perda de mandato e ao pagamento
de 463 mil euros ao fisco. Isaltino recorre e o Tribunal da Relação reduz a
pena para dois anos de prisão e anula a perda de mandato. A condenação não o
impede de ser reeleito dois meses depois para um novo mandato na câmara.
Esgotados todos os recursos e reclamações que suspendiam a execução da pena,
num total de mais de três dezenas entregues nos últimos anos em várias
instâncias judiciais, Isaltino é detido em 2013.
Atualmente,
encontra-se a cumprir pena na prisão da Carregueira e viu recentemente o
Tribunal Constitucional recusar a hipótese de se candidatar à Assembleia
Municipal de Oeiras.
POMBAL - Vítor Leitão, desviou 500 mil
euros para prostitutas. O Ministério Público (MP) pediu hoje a condenação, a
uma pena de prisão efectiva, do ex-funcionário da Câmara Municipal de Pombal
suspeito de ter desviado cerca de meio milhão de euros de uma conta da
autarquia. Nas alegações finais, considerou provados os crimes de peculato e
falsificação de documento de que Vítor Leitão está acusado. Denis Alves
defendeu ainda que, apesar de em ambos os crimes a moldura penal permitir a
suspensão da pena de prisão, o coletivo de juízes deve optar pela prisão
efetiva, atendendo, também, ao facto de Vítor Leitão ter usado o dinheiro do
município em mulheres e "hot clubs" e de não ter revelado
arrependimento no decurso do julgamento. fonte
Confessou em
tribunal (março de 2011) que transferiu o dinheiro para as contas pessoais por
estar a atravessar dificuldades financeiras. Vítor Leitão, de 56 anos, explicou
que se tratou de "uma fase má" da vida, em que "gastava muito
dinheiro" não só a jogar, mas também em bares noturnos e casas de alterne.
Num dos bares, em Alfeizerão, de que era sócio, despendeu, num período não
especificado, mais de 25 mil euros. Admitiu ainda que cem mil dos 541 mil euros
desviados foram gastos com mulheres.
Actualizada:
Víctor Leitão transferiu, «de forma ilícita», 541.733,51 euros para a sua conta
particular. Tribunal considera que o BPI permitiu o desfalque.
SALVATERRA
DE MAGOS: Ana
Ribeiro (BE) Ministério Público (MP) acusou a presidente da Câmara, eleita pelo
Bloco de Esquerda, de falsificação de documento por ilegalidades na adjudicação
direta de uma empreitada, acusação que se estende ainda a um ex-vereador e um
chefe de divisão da autarquia.
Em causa
está uma obra realizada antes das eleições autárquicas , em que Ana Ribeiro,
foi reeleita. A autarca autorizou a obra, mas só sete meses depois é que esta
foi adjudicada, por ajuste direto, num contrato no valor de 124 mil euros,
segundo a acusação do MP.
A única
presidente de câmara eleita pelo BE, o ex-vereador com o pelouro das Obras,
César Peixe, e o atual chefe da Divisão de Obras Municipais e Serviços Urbanos,
Aurélio Ferreira, estão acusados, em coautoria, de um crime de falsificação de
documento agravado. Os dois representantes da construtora vão ser julgados, cada
um, por um crime de falsificação de documento.
Ana Ribeiro
rejeita a acusação e assegura que "não foi beliscado o interesse público,
nem o das populações". fonte
MATOSINHOS - Narciso Miranda (PS) e filha
são suspeitos de ter desviado 83 mil euros. fonte
Denúncias,
escutas e esquemas
Narciso
Miranda, vereador da Câmara Municipal de Matosinhos e antigo presidente desta
autarquia, e Joana Lima, presidente da Câmara Municipal de Trofa, viram-se
envolvidos, em 2011, numa investigação da PJ no âmbito de alegados crimes
económicos de corrupção. Segundo o jornal Público, Narciso Miranda é suspeito
de se ter apropriado ilicitamente de dezenas de milhares de euros, apesar de o
próprio ter negado as afirmações. O autarca terá sido apanhado em escutas
telefónicas a conversar com Joana Lima sobre favores que pretendia que a
autarca realizasse. No âmbito dessa investigação, a Polícia Judiciária deteve
dois funcionários das Finanças, um jurista e um técnico, por presumível autoria
de crimes de corrupção para ato ilícito e de falsidade informática.
O ex-líder
da Câmara Municipal de Matosinhos foi ainda alvo de uma participação-crime
feita ao Ministério Público, por suspeita de burla, num caso de desvio de
dinheiro. Narciso Miranda, que presidia à Associação de Socorros Mútuos de São
Mamede de Infesta (ASM), terá desenvolvido um esquema fraudulento que
prejudicou o Ministério da Saúde em cerca de 63 mil euros. O escândalo foi
noticiado em outubro de 2011 e, segundo a comunicação social, o alegado esquema
envolvia uma médica que cedia vinhetas para receitas sem nunca ter visto os
pacientes, empresas da filha e de um amigo de Narciso Miranda, que a PJ
suspeitava que realizavam burlas com serviços fictícios.
ALANDROAL: João Nabais (PS). O julgamento do
ex-presidente da Câmara de Alandroal acusado de 207 crimes de peculato, com o
município a reclamar quase 767 mil euros de indemnização.
Neste
processo, o Ministério Público (MP) acusa o antigo autarca, entre 2002 e 2009,
de 117 crimes de peculato e 90 de peculato de uso.
Segundo a
acusação, em causa estão alegados crimes do então autarca com dinheiros da
câmara, em viagens realizadas em Portugal, a maioria para Lisboa, e no
estrangeiro, ao longo de vários anos.
Neste
“pacote” incluem-se as viagens a Cuba, que o município promoveu para a
realização de cirurgias às cataratas a 50 idosos do concelho.
2011, João
Nabais foi pronunciado para ser julgado como autor dos crimes.
O TIC
considerou existirem “indícios de que o arguido actuou não na prossecução do
interesse do município, mas sim dos seus interesses particulares e de projecção
pessoal nas situações concretas apontadas na acusação”.
Como
exemplo, o TIC alude à participação de Nabais “num número muito elevado de
viagens que, em concreto, não eram aptas a trazer” vantagens para a câmara.
Segundo a
acusação, na maior parte dos casos, não haveria justificação para os gastos
efectuados pela câmara e, nas viagens a Cuba, para o autarca integrar a
comitiva.
“Na verdade,
pretendia apenas encontrar um subterfúgio que lhe permitisse deslocar-se e
permanecer o máximo tempo possível, em turismo sexual”, em Cuba, pode ler-se no
despacho de pronúncia do TIC.
O pedido de
indemnização, de acordo com os dados de atas da Assembleia Municipal de
Alandroal consultadas pela Lusa, é de 766.883,05 euros.
O ex-autarca
prometeu recorrer “a todas as instâncias” para defender a sua “inocência”.
fonte
MANGUALDE 2012: Soares Marques (PSD)
Presidente da câmara e o então chefe de gabinete, Ferrinho, foram constituídos
arguidos, suspeitos de terem subtraído um elevado número de documentos
pertencentes à autarquia e que agora foram encontrados nas suas residências. De
acordo com a Polícia "com essa subtração de documentos, os dois arguidos
impediram a câmara de imputar custos das obras efetuadas por administração
direta e ainda que fossem instaurados processos contraordenacionais, o que fez
com que estes mesmos processos prescrevessem, causando um prejuízo enorme ao
município", explicou ao JN fonte da PJ. fonte
Condenado a
4 anos de penas suspensa.
TORRES
VEDRAS - O
presidente da Junta de Freguesia de Outeiro da Cabeça, apresentou queixa
"porque detectámos irregularidades nas contas», declarou o autarca José
Manuel Antunes, referindo-se às suspeitas de desvio de dinheiro e de
falsificação de documentos.
O suspeito é
um antigo membro do executivo, tendo renunciado do cargo como secretário que
assumiu neste mandato há um mês. Entre 2002 e 2009, exerceu também a função de
tesoureiro da Junta de Freguesia de Outeiro da Cabeça.
A situação
foi detectada «há vários meses» quando o indivíduo foi visto com «um cheque com
assinatura falsificada» do autarca, explicou. O suspeito não só terá
falsificado a assinatura do presidente da junta em cheques, como emitia
facturas falsas de colectividades e adulterava os valores de outras emitidas à
junta por fornecedores, como forma de a autarquia ter um comprovativo da saída
do dinheiro que desviava. fonte
LOURINHÃ - José Manuel Custódio (PS).
Pavilhão da discórdia
Condenado a
24 novembro de 2000 a três anos de cadeia com pena suspensa, por burla
agravada. O tribunal de Torres Vedras deu como provado que o autarca transferiu
para um clube de hóquei um pavilhão gimnodesportivo destinado a uma escola e
construído com fundos do Programa de Desenvolvimento Escolar.
S. M. DA
FEIRA: Manuel
Jesus (PSD), presidente da junta de freguesia de Canedo, e o tesoureiro António
Bento, que se demitiu após o caso vir a público, já foram constituídos arguidos
pelo crime de peculato.
Os dois
autarcas, que foram detidos por terem em sua posse armas ilegais – Manuel Jesus
tinha quatro pistolas e o tesoureiro duas –, são suspeitos de terem usado o
dinheiro da autarquia para uso pessoal.
Em causa
está o facto de Manuel Jesus, ter abastecido o seu carro particular diversas
vezes no posto de combustível da Prisma, em Canedo, e ter passado as facturas
como se tivesse usado uma viatura da junta de freguesia. António Bento aceitou
todos os recibos.
TOMAR - suspeito de tráfico de droga, com
4 arguidos, entre os quais está António Branco, ex-autarca dos Independentes
por Tomar na assembleia de freguesia de Paialvo e ex-presidente da Sociedade
Recreativa Curvaceirense. António Branco ficou preso preventivamente no
estabelecimento prisional militar de Tomar e alguns meses depois foi para casa
com pulseira eletrónica. Foram apreendidas 2,8 toneladas de haxixe avaliadas em
nove milhões de euros.
SEIXAL - Alfredo José Monteiro da Costa
(PCP). Uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças à Câmara do Seixal
identificou "eventuais infracções financeiras" cometidas pelo
presidente, Alfredo José Monteiro da Costa, por autorizar o pagamento de
despesas sem os respectivos suportes legais durante vários anos. O relatório
dos inspectores já foi enviado pelo Tribunal de Contas para o Ministério
Público.
Terá de
devolver 412 573 euros ao Estado se se confirmarem as "eventuais
infracções financeiras" detectadas pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF)
em 2008.
Fiscal
detido ao receber 2500 euros
Um fiscal da
Câmara Municipal do Seixal foi detido, em 2010, em flagrante delito pela PJ de
Setúbal quando recebia 2500 euros do proprietário de um restaurante em Fernão
Ferro. Segundo o dono do estabelecimento, o dinheiro foi exigido pelo fiscal da
autarquia para dar avanço ao processo de autorização de obras e para evitar que
fosse realizada vistoria ao local. O funcionário, que na altura tinha 57 anos,
foi suspenso de funções e responde a um processo-crime, acusado de corrupção
passiva.
TARRAFAL - O anterior presidente da Câmara
Municipal do Tarrafal de São Nicolau, António Soares e líder do PAICV nessa
ilha está a ser indiciado por ter vendido um terreno municipal à própria esposa
em 2012. O caso foi descoberto pela actual gestão camarária dirigida por José
Freitas de Brito. O terreno possuiu uma área de 311,80 metros quadrados e foi
vendido por 187.080 escudos, à razão de 600 escudos o m², contrariando uma
deliberação da Câmara Municipal de São Nicolau que estipulava o preço de 1.500
escudos por m² para esse local. Neste sentido, a autarquia sublinha que António
Soares passou o terreno para as mãos da esposa a quase metade do preço real,
lesando os cofres do município.
CARTAXO - Paulo Caldas (PS).O presidente da
Câmara do Cartaxo é suspeito de corrupção, branqueamento de capitais e burla em
concursos públicos. Julgado em processo sumário por posse ilegal de arma.
A autarquia
terá entregue obras a empresas de construção civil sem obedecer a procedimentos
legais. As obras terão sido realizadas em vésperas das eleições autárquicas de
2005 que ditaram a reeleição de Paulo Caldas. Além do presidente da Câmara do
Cartaxo, também foram alvo de buscas empresas de construção e três
ex-vereadores do PS.
Pagou
almoços e multa de vereador
Em 2011,
Paulo Caldas, ex-presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, foi multado em 7500
euros e condenado a devolver cerca de 25 mil à tesouraria da autarquia. O
motivo eram irregularidades cometidas entre 2003 e 2004, que são quase um
resumo do que é boa parte dos processos autárquicos tratados pelo Tribunal de
Contas (TdC): pagamentos indevidos a uma ex-funcionária aposentada e novamente
contratada, despesas de refeições não justificadas dos membros do executivo e
uma multa de 500 euros do TdC que devia ter sido liquidada pelo então
vice-presidente, Pedro Ribeiro, e que Paulo Caldas autorizou que fosse o
município a pagar.
ÁGUEDA - Castro Azevedo (PSD) - O
presidente da Câmara Municipal de Águeda, Castro Azevedo, foi acusado de lesar
a autarquia aguedense em 250 mil euros gastos no pagamento de fornecimentos
fictícios de materiais, como tubos, tintas e colas... que nunca terão chegado à
câmara mas que o presidente mandava pagar à empresa Unicola (gerida por Cruz
Silva, ex-deputado do PSD), Castro Azevedo e Cruz Silva acabaram absolvidos do
crime de peculato de que estavam acusados. O autarca regressou às funções, que
tinha suspenso em 2003, mas já não se recandidatou nas eleições de 2005.
BRAGA - Vítor Sousa (PS).Vice-presidente
da Câmara de Braga e atual candidato à presidência da autarquia, Vítor Sousa
está envolvido num processo que envolve um empresário de Braga e os Transportes
Urbanos de Braga (TUB), na aquisição de autocarros para esta empresa municipal,
entre 2000 e 2008. Vítor Sousa, que era na altura presidente da administração
dos TUB, foi investigado pela PJ por um eventual recebimento de luvas de 500
mil euros. Em causa está o negócio da compra de autocarros MAN pelos TUB, que,
segundo afirmou ao tribunal, o dono de uma oficina bracarense terá envolvido o
pagamento de comissões (luvas).
FELGUEIRAS - Fátima Felgueiras (PS). A autarca
de Felgueiras foi acusada de sete crimes de participação económica em negócio e
de um de abuso de poderes sob a forma continuada. Avisada, em 2003, de que iria
ser presa, a presidente da câmara fugiu para o Brasil, onde esteve mais de dois
anos. Voltou a Portugal em 2005, sendo detida e libertada quase de imediato,
ficando a aguardar julgamento em liberdade. Apesar do processo judicial, nas
eleições autárquicas de 9 de outubro desse ano Fátima Felgueiras foi de novo
eleita presidente do município. Em novembro de 2008 foi condenada a três anos e
três meses de prisão, pena suspensa por igual período e perda de mandato, pelos
crimes de peculato e abuso de poder. A autarca recorreu e acabou, em 2011, por
ser absolvida de todos os crimes de que era acusada no âmbito do processo
conhecido como "Saco Azul".
O Tribunal
da Relação de Guimarães também confirmou a absolvição dos demais arguidos do
2,8 milhões de euros atribuídos pela câmara ao clube da cidade, mas que o
Tribunal de Felgueiras considerou como não provados.
GONDOMAR - Valentim Loureiro (PSD) - 2008
foi condenado a uma pena suspensa de três anos e dois meses e à perda de
mandato pelos crimes de abuso de poder e prevaricação no âmbito do "Apito
Dourado" - um processo que incluiu investigações a alegados casos de
corrupção e tráfico de influências no futebol português. Valentim recorreu da
sentença e acabou por ser absolvido e a perda de mandato considerada
inválida.
O major
respondeu por outro processo: o da Quinta do Ambrósio, um imóvel localizado em
Fânzeres, que foi vendido em 2001 a Laureano Gonçalves (advogado e amigo de
Valentim Loureiro), por um milhão de euros. Em 6 dias, o imóvel deixou de ser
Reserva Agrícola Nacional e a 21 de março foi celebrado um contrato-promessa de
compra e venda com a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto, que menos de
um ano depois viria a comprar o terreno por 4 milhões de euros.
Em 2011,
Valentim começou a ser julgado, acusado de um crime de burla qualificada em
coautoria. Além de Valentim, foram também pronunciados José Luís Oliveira,
vice-presidente da autarquia, e o advogado Laureano. O negócio, segundo a
acusação, teria rendido aos arguidos três milhões de euros. A 2 de fevereiro de
2012, o tribunal de Gondomar absolveu Valentim por falta de provas. Segundo os
juízes, não se provou o alegado "esquema ardiloso" para ludibriar a
proprietária. Ainda assim, o coletivo disse não parecer "curial que a
câmara sirva de agência imobiliária".
CASTELO DE
PAIVA - Paulo
Teixeira (PSD), vendeu terrenos que não lhe pertenciam. Mais uma história
rocambolesca a envolver terrenos e autarcas. Em 2008, Paulo Teixeira, então
presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, foi a tribunal acusado de
ter vendido terrenos da autarquia local como se fossem seus. Os factos
remontavam a 1985, altura em que a família de Paulo Teixeira vendeu à Câmara de
Castelo de Paiva um terreno que se destinaria ao novo recinto da feira local.
Segundo a acusação, os terrenos mantiveram-se inscritos nas Finanças em nome da
família. E, 12 anos depois, quando foi eleito presidente da autarquia, Teixeira
não cancelou o registo nas Finanças e reinscreveu os terrenos em nome da
família na Conservatória do Registo Predial, para poder voltar a vendê-los, em
99, à empresa Paiva/Marco, por 22 500 euros. A argumentação da acusação não
convenceu o juiz, que considerou não ter ficado plenamente documentada a
existência física da faixa de terreno em questão e... absolveu o autarca.
CELORICO DA
BEIRA - Júlio
Santos (PS). As contrapartidas e as obras municipais - 2011, foi detido pela
Polícia Judiciária para cumprimento de uma pena de prisão de seis anos e seis
meses. O antigo autarca de Celorico da Beira (1993-2002) tinha sido condenado a
18 de junho de 2007 por dois crimes de corrupção passiva para ato lícito - terá
recebido contrapartidas em dinheiro, relacionados com a adjudicação de duas
obras municipais - por um crime de branqueamento de capitais e por um crime de
peculato; para o coletivo, o autarca apropriou-se "de forma ilícita, em
seu proveito ou em proveito de familiares", de cerca de 22 mil euros.
Sobre o crime de abuso de poder, foi salientado que "tinha por hábito
convidar pessoas para almoços e jantares, dando origem a elevadas despesas
suportadas pelo orçamento camarário".
COIMBRA - Luís Vilar (PS). Vereador dos
'favores' à Bragaparques - 1997 e 2009, Luís Vilar ficou na história de dois
dos maiores casos de corrupção julgados nas últimas décadas em Coimbra. Em
ambos acabou condenado. Primeiro, em 2010, a três anos e meio de prisão (com
pena suspensa) , por corrupção passiva para ato lícito, abuso de poder,
angariação de fundos não identificados para campanha eleitoral e tráfico de
influências, no processo Bragaparques, em que estava acusado de favorecer a
empresa nos negócios da construção de um parque de estacionamento e um edifício
de escritórios, na Baixa da cidade. Já este ano, recebeu nova condenação
(quatro anos de prisão, com pena suspensa, por corrupção passiva), por ter
servido de intermediário no negócio de venda irregular do edifício dos CTT de
Coimbra (que no mesmo dia fora comprado pela empresa Demagre por 14,8 milhões
de euros e vendido por 20 milhões...)
FIGUEIRÓ DOS
VINHOS - Carlos
Lopes (PS) - O Tribunal Coletivo da Sertã deu como provada a obtenção de
financiamento ilícito para a campanha das autárquicas de 2005 em Figueiró dos
Vinhos e condenou (no início deste ano) o antigo deputado socialista Carlos
David Lopes a 11 anos de prisão efetiva. O autarca - atualmente vereador
naquele município - já tinha sido absolvido destes mesmos crimes num primeiro
julgamento realizado em novembro de 2011 em Figueiró dos Vinhos, mas o MP
recorreu e o Tribunal da Relação de Coimbra ordenou a sua repetição na comarca
da Sertã.
Carlos Lopes
já apresentou recurso. Em causa está uma investigação na qual o autarca
socialista é acusado de obter financiamento ilícito para a campanha eleitoral
junto de construtores, a troco de eventuais favores enquanto deputado. Carlos
Lopes também é acusado de utilizar verbas da autarquia para pagar contas da
campanha eleitoral e de falsificar a contabilidade do partido.
LOURINHÃ - José Manuel Custódio (PS).
Pavilhão da discórdia - Condenado a 24 novembro de 2000 a três anos de cadeia
com pena suspensa, por burla agravada. O tribunal de Torres Vedras deu como
provado que o autarca transferiu para um clube de hóquei um pavilhão
gimnodesportivo destinado a uma escola e construído com fundos do Programa de
Desenvolvimento Escolar.
MONTIJO - Jacinta Ricardo (CDU). Pagar
contas com IRS dos funcionários. Foi condenada, em maio de 2001, por ter retido
descontos (IRS) dos funcionários, alegando que precisava de dinheiro para pagar
os salários da autarquia. Por esse crime de peculato de uso, a antiga
presidente da Câmara Municipal do Montijo foi condenada a uma pena de 15 meses
de pena de prisão suspensa e ao pagamento de uma indemnização cível de cerca de
25 mil euros.
NAZARÉ - Luís Monterroso (PS). Adjudicação
do PDM e a estada em Lisboa. Foi condenado, em 2007, a um ano de prisão, com
pena suspensa por três anos, por um crime de participação económica em negócio
no processo de adjudicação, em 1990, do PDM local. Na leitura do acórdão, a
juíza considerou que o então presidente da Câmara Municipal da Nazaré terá
obtido vantagens patrimoniais na adjudicação do PDM à empresa Gabinete de
Estudos e Projectos, Lda. A justificar esta conclusão está o alegado pagamento
de estadas num hotel em Lisboa e a cedência de um automóvel para seu uso.
OURÉM - Paulo Fonseca (PS) . Tentou
iludir o tribunal. O presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca,
foi condenado pelo tribunal da cidade por litigância de má-fé por ter tentado
iludir o tribunal num processo de execução de dívida, ao dar uma morada de
Lisboa. O juiz considerou que Fonseca e a mulher quiseram fazer atrasar o
processo tentando que este fosse remetido para um tribunal de Lisboa e, por
isso, aplicou-lhes uma multa de cerca de mil euros.
PORTIMÃO - Luís Carito (PS). Engoliu provas.
O vice-presidente da Câmara de Portimão, Luís Carito, o vereador Jorge Campos,
Lélio Branca, administrador da empresa municipal Portimão Urbis, e dois
empresários, Artur Curado e Luís Marreiros, foram detidos por suspeitas de
corrupção, administração danosa, branqueamento e participação económica em
negócio. Os crimes em causa estão relacionados com a atividade e gestão da
empresa municipal Portimão Urbis com outras empresas, nomeadamente a empresa de
formação profissional da companheira do vice-presidente, que tinha como
objetivo formar funcionários, o que nunca veio a acontecer.
O caso teve
origem em denúncias anónimas em 2011 que davam conta de que o megaprojeto
Cidade do Cinema, onde seriam investidos mais de três mil milhões de euros, na
realidade, nunca tinha saído do papel. A Câmara de Portimão, a mais endividada
do País, já terá investido mais de 700 mil euros em estudos e consultoria.
As denúncias
dão ainda conta de viagens efetuadas a Los Angeles para reunir com atores e
reuniões na Índia durante a visita que Paulo Portas fez ao país para conquistar
investimento. Ouvido pelo juiz Carlos Alexandre a 21 de junho, o
"vice" da Câmara de Portimão, suspenso de funções, está desde 5 de
julho em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, enquanto os outros
arguidos saíram em liberdade, mas tiveram de pagar uma caução de 20 mil euros
cada um. O facto de ter engolido um papel durante as buscas da PJ pesou na
aplicação da medida de coação.
Uma teia de
interesses beneficiou de milhões de euros que, à margem da lei, saíram dos
cofres da Portimão Urbis - uma empresa da Câmara de Portimão, autarquia com
dívidas de cerca de 169 milhões de euros.
Os
inspetores da PJ, encontraram o rasto de avultadas entradas e saídas de
dinheiro - um verdadeiro carrossel de movimentos bancários em que entravam uma
série de empresas privadas, algumas sem bens materiais nem empregados. O
esquema da circulação de dinheiro é de tal forma complexo que os investigadores
ainda estão a analisar a documentação apreendida. As autoridades admitem que
houvesse ligações a paraísos fiscais.
O autêntico
‘Cavalo de Troia' deste assalto à Portimão Urbis, é a empresa Picture Portugal,
de Luís Varela Marreiros e Artur Curado - os dois homens de negócios detidos
pela PJ, juntamente com o vice-presidente da câmara, Luís Carito, o vereador
Jorge Campos e o diretor-geral da Portimão Urbis, Lélio da Branca.
Os cinco
suspeitos foram interrogados pelo juiz Carlos Alexandre. Luís Carito ficou em
prisão preventiva.
A Picture
Portugal - que prestava serviços ao município no âmbito do projeto Cidade do
Cinema, que pretendia levar para Portimão a produção de filmes - atuava em
parceria com outras empresas, propriedade de Curado ou de Marreiros, por onde o
dinheiro circulava. Algumas dessas empresas tinham sede no edifício da Portimão
Urbis. A Polícia Judiciária acredita que a Picture Portugal cobrou à Portimão
Urbis pelo menos dois milhões de euros em estudos. O projeto da Cidade do
Cinema arrasta-se desde 2009 e não saiu do papel.
O dinheiro
tinha origem na câmara municipal, de que Luís Carito era vice-presidente com a
tutela das Finanças, e chegava à Picture Portugal e às outras empresas de
Marreiros e Curado através da Portimão Urbis - onde Carito e Jorge Campos
fizeram parte de conselho de administração, assim como Lélio da Branca, que
integrava os quadros da empresa municipal quando foi detido. fonte
PORTO - Nuno Cardoso (PS). O amigo dos
clubes de futebol - Foi condenado, em junho de 2009, a três anos de prisão com
pena suspensa por crime de prevaricação. A pena deve-se ao facto de, em 2001, o
antigo presidente da Câmara do Porto ter assinado um despacho que perdoou uma
coima ao Boavista por o clube ter iniciado em 1999 e 2000 a construção de
prédios em dois lotes de terrenos nas imediações no Bessa, anos antes de obter
as correspondentes licenças.
Nuno Cardoso
foi ainda julgado por suspeita de ter lesado o erário público em pelo menos 2,5
milhões de euros no negócio de permuta do Plano de Pormenor das Antas, mas em
10 de novembro de 2010 foi absolvido do crime de participação em negócio,
juntamente com três responsáveis do FC Porto e dois antigos técnicos do
município.
SANTA CRUZ,
MADEIRA - Luís
Gabriel Rodrigues (PSD). Da burla à falsificação - Condenado em 2000 a cinco
anos e meio de prisão efetiva por peculato, burla qualificada agravada e
falsificação de documentos. O autarca madeirense também ficou impedido do
exercício de qualquer cargo público por um período de três anos. Só em 17 de
novembro de 2003, depois de esgotados todos os recursos, é que o ex-presidente
da Câmara Municipal de Santa Cruz se apresentou na cadeia para cumprir pena.
Após cumprir dois terços da pena, saiu em liberdade condicional.
SANTARÉM -
Rui Barreiro (PS). O empréstimo para o clube - A Câmara Municipal de Santarém
suportou na íntegra um empréstimo de 30 mil euros que o Clube Desportivo
Amiense contraiu junto do Montepio Geral em 2004. O assunto foi para tribunal e
três ex-autarcas foram condenados pela "prática a título de negligência de
uma infração financeira". O ex-presidente da Câmara de Santarém Rui
Barreiro foi condenado a uma multa de 1800 euros e dois vereadores do PS, que
na altura tinham pelouros (Manuel Afonso e Joaquim Neto), terão de pagar mil
euros de multa cada.
CANTANHEDE - João Moura (PSD) Realização de
despesa pública ilegal - na contratação de trabalhos a mais do que estava
inicialmente previsto numa empreitada. João Moura, e dois vereadores da maioria
social-democrata fazem a adjudicação, por ajuste direto, de obras de mais de
400 mil euros, como trabalhos a mais da empreitada de construção do Parque
Desportivo de Cantanhede. Tudo porque a meio das obras é que foi decidido mudar
o projeto, construindo um campo de golfe e alterando o formato dos relvados de
futebol.
SANTANA,
MADEIRA - Carlos
Pereira (PSD). As casas que deveriam ser armazéns - Antigo presidente da Câmara
de Santana foi condenado, em dezembro de 2012, a quatro anos e quatro meses de
prisão suspensa pelo mesmo período, pela prática de dois crimes de
prevaricação. Em causa está o licenciamento de casas de habitação na Fajã da
Rocha de Baixo, quando só poderiam ser licenciados armazéns agrícolas. É que
esta zona do Norte da ilha da Madeira está classificada pela UNESCO como
Reserva Mundial da Biosfera. Sete meses antes, Carlos Pereira já tinha sido
condenado a três anos e meio de prisão, também pela prática do crime de
prevaricação, num processo relacionado com a construção de um campo de ténis
numa unidade hoteleira privada, com financiamento público. A pena ficou também
suspensa.
SILVES - Isabel Soares (PSD). Viga d'Ouro
sem condenação - A presidente da Câmara Municipal de Silves e dois
ex-vereadores eram acusados pelo MP de abuso de poder devido a obras no
município sem concurso público, no valor de cerca de 5 milhões de euros. Mas o
tribunal de Portimão (em abril de 2012) não aceitou a acusação e mandou
arquivar o processo. Os factos remontam ao período entre dezembro de 2004 e
julho de 2006, quando foram entregues, por ajuste direto, à empresa Viga
d'Ouro, obras relativas à rede de abastecimento de água e drenagem de águas
residuais domésticas e pluviais.
SINTRA - João Justino (PSD). Mansão de 5
pisos que resiste à demolição - Presidente da Câmara de Sintra, João Justino,
eleito como independente pelo PSD em 1989, foi destituído (em 92) das suas
funções pelo tribunal administrativo, após várias sindicâncias à sua gestão na
câmara. Uma das situações mais polémicas foi a de uma mansão de 5 pisos que
construiu junto a Colares, violando as normas urbanísticas (mais do que
duplicou os dois pisos aprovados pela câmara e pelo Parque Natural de
Sintra-Cascais). A moradia teve ordem de demolição do Ministério do Ambiente em
2002, mas o Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra anulou a decisão.
SINTRA - Edite Estrela (PS). Publicações
abusivas - O Tribunal de Sintra condenou, em janeiro de 2004, a ex-autarca de
Sintra a 133 dias de prisão ou a uma multa de seis mil euros por abuso de poder
e não respeitar o dever de imparcialidade e neutralidade. Edite Estrela foi
julgada por ter ordenado a publicação e distribuição de uma revista, um boletim
e uma carta descrevendo as atividades da autarquia em período de pré-campanha
eleitoral nas autárquicas de 2001, tendo o tribunal considerado que a carta era
manifestamente de carácter eleitoralista.
SOURE - João Gouveia (PSD). Empregou um
secretário 'fantasma' - O caso deu que falar nas ruas de Soure, em 2011, tal
como causara falatório em 2005, a troca de partido do presidente da câmara,
João Gouveia: três vezes eleito pelo PSD, recandidatou-se em 2005 e em 2009
pelo PS.
Gouveia foi
acusado de ter nomeado como secretário do vereador Américo Nogueira o
ex-vereador Aurélio Leite... sem que este alguma vez tivesse exercido funções
como tal. A acusação defendia que a Leite "nunca foi pedido ou esperado
que exercesse quaisquer funções de secretário do vereador", até porque
"sempre manteve, em exclusividade, a sua atividade profissional de
restauração" no estabelecimento de que é proprietário, recebeu 15 mil
euros de remuneração ilegal. Porém, no final do julgamento do caso do
secretário "fantasma", em julho de 2012, o trio acabou absolvido do
crime de peculato de que estava acusado.
VALENÇA - Mário Pedra (PSD). Corrupção e
falsificação. Presidente da Câmara Municipal de Valença foi condenado em 1992 a
dois anos e meio de prisão efetiva por crimes de corrupção passiva e
falsificação de documentos.
VILA
VIÇOSA - Miguel
Patacão (CDU). Os maus fundos comunitários. Acusado de utilização irregular de
fundos comunitários destinados à zona industrial da localidade, o ex-presidente
da Câmara de Vila Viçosa foi condenado a novembro de 1995 a cinco anos e seis
meses de prisão. Cumpriu seis meses de prisão, uma vez que lhe foram perdoados
quatro anos (beneficiou de amnistias). A 15 de dezembro desse ano, foi
absolvido do processo em que era acusado de falsificação de atas da câmara.
VILA VERDE - António Cerqueira (CDS-PP) -
Condenado em 2001 a cinco anos de prisão efetiva pela prática de três crimes de
peculato, três de falsificação de documentos e um de abuso de poder pela
prática ilegal de atos administrativos, designadamente a despromoção de
funcionários que não eram da sua confiança. António Cerqueira era acusado da
prática de 11 crimes, entre eles por ir à caça no Alentejo com o carro oficial
da câmara e com motorista e por ter realizado deslocações particulares com
ajudas de custo. Em 1997, Cerqueira já havia sido condenado a 21 meses de
prisão por burla e falsificação de documentos, pena que foi suspensa por quatro
anos.
VILA DO
PORTO, AÇORES -Alberto
Costa (PS). O antigo presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto respondeu
em tribunal às acusações de crimes de peculato e falsificação de documentos,
mas foi absolvido. O caso remonta a 2001, quando a câmara contratou uma empresa
de construção para remodelar quatro escolas. Da obra sobraram 44 mil euros (na
altura em contos) que alegadamente foram utilizados indevidamente, o que não
ficou provado.
TAVIRA - Macário Correia (PSD) - No verão
de 2012, o Supremo Tribunal Administrativo condenou o presidente da Câmara de
Faro, Macário Correia, à perda de mandato. Em causa estão mais de uma dezena de
licenciamentos de obras privadas, como moradias e piscinas, em freguesias
rurais do concelho de Tavira, casos ocorridos entre 2005 e 2009, por violação
das normas do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT) do Algarve e
do PDM. Um dos casos caricatos prende-se com o licenciamento de uma piscina na
freguesia de Santa Catarina, em Reserva Ecológica Nacional (REN) e em Área
Florestal de Uso Condicionado definida pelo PDM, facto que, juntamente com a
área de implantação da mesma exceder o inicialmente previsto, levou a chefe de
divisão do Departamento de Urbanismo a dar parecer desfavorável. Mas Macário
aprovou o licenciamento da piscina com o argumento de que fazia "parte do
Plano Municipal de Proteção Civil".
Menos de uma
semana após a sentença que lhe ditou a perda de mandato, Macário foi notificado
de um outro processo. Em causa estão alegadas ilegalidades urbanísticas
cometidas já na autarquia de Faro ao abrigo dos Estudos de Conjunto, um
instrumento de gestão urbanística considerado ilegal quando usado para
contornar regras do PDM.
VENDAS
NOVAS - José
Filipe Barradas (CDU). Pagamento indevido a funcionários aposentados que
voltaram a assumir funções na autarquia foi o que valeu a , ex-presidente da
Câmara Municipal de Vendas Novas, a condenação do Tribunal de Contas em 2010. O
dirigente teve de devolver 5000 euros aos cofres da autarquia alentejana, por
ter pago por inteiro os salários de uma secretária e de um impressor de artes
gráficas, que já se encontravam a receber a pensão da Caixa Geral de
Aposentações (e por isso só poderiam receber um terço do ordenado). Barradas
alegou que fora o advogado da autarquia a garantir-lhe a legalidade de tal
pagamento, mas isso não evitou a condenação.
Oliveira do
Bairro - Ex-autarca dirigia empresa... e recebia subsídio de desemprego no
valor de 1.048 euros mensais.
As Finanças
estão a investigar o ex-vice-presidente da Câmara de Oliveira do Bairro,
Joaquim Barros, por suspeitas de receber, simultaneamente, o subsídio de
desemprego e o salário que recebia por dirigir uma empresa de betão, conta o
Jornal de Notícias.
MONCHIQUE - (PS) Autarca esconde rendimentos
há 16 anos e nada lhe acontece?
Desde 1998,
António Mira, ex-vice-presidente da Câmara de Monchique só entregou uma vez a
declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional. No ano passado, António
Mira foi acusado pelo Ministério Público de ter praticado 11 crimes: sete de
peculato e quatro de falsificação de documentos, na forma continuada.
Segundo a
acusação, "o arguido apropriou-se de quantias monetárias no total de, pelo
menos, 332 744,94 euros pertencentes ao município".
O atual
presidente da Câmara de Monchique, Rui André, diz que já foram apurados novos
dados – e que o valor em causa poderá ser muito superior.
LISBOA/São
Domingos de Benfica - PSD- Rodrigo Gonçalves Silva, e quatro outros arguidos começam a ser
julgados por corrupção, crime alegadamente cometido em adjudicações de obras,
em 2005, "adjudicou três empreitadas de obras do edifício-sede" da
Junta a uma empresa da qual é sócio-gerente um dos arguidos, sem que esta
"reunisse as condições legalmente exigíveis à data da adjudicação",
nomeadamente quanto a existência de alvará e documentos comprovativos de regularização
da sua situação perante as Finanças e a Segurança Social.
Como
contrapartida pela escolha de tal empresa, o arguido principal [ex-presidente
da Junta] recebeu 6.930,30 euros, que lhe foram entregues em numerário através
de um outro arguido com funções públicas, tendo ainda como intermediário um
familiar próximo [pai do antigo autarca e igualmente arguido]", acrescenta
a acusação.
Daniel
Silva, eleito pelo PSD, é pai de Rodrigo Gonçalves Silva e atual presidente da
Junta de Freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa. Rodrigo Gonçalves Silva é
atualmente vice-presidente da Concelhia de Lisboa do PSD e deputado na
Assembleia Municipal da capital.
O MP
acrescenta que ficou ainda indiciado que um quinto arguido, enquanto
representante da associação de moradores da freguesia local, "recebeu
indevidamente vários subsídios para a realização de obras num jardim
infantil", sendo estas, orçadas em mais de 44 mil euros, executadas pela
mesma empresa e sem contrato. DN
O MP
requereu a aplicação ao principal arguido da pena acessória de proibição do
exercício de todas e quaisquer funções públicas que envolvam a competência para
autorizar a realização de despesa com a aquisição de bens e serviços. Foi ainda
requerida a declaração de perda a favor do Estado das quantias pecuniárias
objeto dos crimes imputados.
Rodrigo
Silva está a ser julgado num outro processo nas Varas Criminais de Lisboa por
ter alegadamente agredido um antigo autarca da junta vizinha de Benfica com
socos e pontapés, em 2009, por questões políticas. Domingos Pires era à data
dos factos presidente da Junta de Freguesia de Benfica, eleito pelo PSD,
estando atualmente aposentado. /Lusa
TREMEZ
2005/2009 - O
executivo que geriu a Junta de Freguesia de Tremez no mandato 2005 - 2009 vai
começar a ser julgado no Tribunal de Santarém num processo-crime que se reporta
a quase 200 mil euros em obras realizadas sem qualquer procedimento concursal e
sem cabimentação orçamental.
Diamantino
Duarte, Jorge Almeida e Henrique David, que foram respetivamente o presidente,
o tesoureiro e o secretário deste órgão, estão acusados pelo Ministério Público
(MP) dos crimes de peculato, violação de normas de execução orçamental e
recebimento indevido de vantagem.
Em causa,
estão sete empreitadas que o executivo mandou realizar nos meses que
antecederam as eleições autárquicas de 2009, e que geraram uma dívida de cerca
de 192.500 euros que ficou por pagar.
Recorde-se
que Diamantino Duarte voltou a candidatar-se nesse ano a mais um mandato à
frente da Junta de Freguesia, mas acabou por perder as eleições para Maria
Emília Santos, que deu conta destes procedimentos ilegais às autoridades poucos
meses após ter tomado posse.
Todas as
obras - arranjos e pavimentação de estradas e arruamentos, e beneficiação de
jardins públicos - foram entregues por ajuste direto a empresas convidadas pelo
executivo da Junta, sem qualquer concurso ou consulta pública limitada, e à
revelia da Câmara de Santarém, na altura gerida pelo PSD de Francisco Moita
Flores, que apoiou a candidatura de Emília Santos.
Segundo o
MP, a execução das empreitada gerou uma enorme dívida, e houve mesmo uma das
empresas - a Munditerras, responsável por três das sete obras - que conseguiu
penhorar as contas da Junta de Freguesia através de uma ação judicial.
Tendo em
conta o período em que foram mandadas realizar, o MP considera que as obras
serviram propósitos eleitoralistas, e pede ainda uma indemnização cível aos
três arguidos no valor da dívida total.
Na
contestação que apresentaram ao processo, Diamantino Duarte e Henrique David
sustentam que as ilegalidades detetadas pela acusação não preenchem os tipos de
crime pelos quais vão ser julgados, sobretudo o peculato, uma vez que garantem
nunca se ter apropriado de dinheiro ou qualquer outra coisa em proveito
próprio. (e em proveito de amigos que depois satisfazem o tal proveito
próprio?)
GUIMARÃES - Dois deputados da Assembleia
Municipal de Guimarães estão acusados pelo Ministério Público de corrupção.
Cobraram 188 mil euros pela entrada de vários idosos no Centro Social de
Guardizela.
São 11 os
arguidos envolvidos num alegado esquema que consistia em cobrar quantias entre
cinco e 20 mil euros pela entrada de cada idoso no Lar de Guardizela, em Guimarães.
De acordo com o Ministério Público (MP), entre 2008 e 2010, Manuel Silva e
Arminda Soares, ambos enquanto presidentes da instituição, solicitaram dinheiro
em contrapartida pela admissão de utentes.
Os restantes
nove arguidos são ou foram membros da direção do Centro Social e tiveram
conhecimento da prática, diz a acusação. Os pagamentos eram tratados como
donativos e entravam na conta do Centro. Só que, segundo o MP, esta prática é
proibida pelo protocolo entre o Estado e esta instituição particular de
solidariedade social, pois o lar já recebe mais de quatro mil euros, mensais
para esta finalidade.
Fonte: Apodrecetuga
1 comentário:
Olá querido. Você ainda está em busca da ajuda. Não procure mais porque o senador Walter está disposto e ajuda-o com o empréstimo se encontrar as condições. Recebi o montante de 150 mil euros dele para o pagamento bancário de uma dívida bancária. Se você ainda precisar de ajuda, entre em contato com este endereço abaixo e você irá testemunhar isso também. senatorrpwalter@hotmail.com
Daniela Peter
danielapet@sapo.pt
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