domingo, fevereiro 22, 2009

Ganância dos Poderes

Se quizer publicar, pode-o fazer.

Hoje nao é preciso ser muito cientista para se ver no mundo em que se vive, basta parar estar atento a tudo que nos rodeia.

Quem viveu um bocadinho em tempos que nada se podia falar, comentar e expressar os seus sentimentos, viviam-se tempos escuros, por mais que se fosse, por mais que se soubesse, tinha de se cumprir ordens e regras. Com o 25 de Abril em Portugal, algo nos trouxe e algo nos mudou. Como por ex:

Liberdade sem educaçao, tudo crermos e exigimos sem trabalhar, etc, etc, sem noçao de que tem de haver uma productividade.

Viemos de inumerosas famílias, os tempos assim nos permitia, hoje vive-se em semelhante liberdade, que já nao sabemos o que mais exigir, sem respeito por nós próprios.

O tempo algo nos tem mostrado, para se atravessarem épocas de Vacas Gordas, passou-se ao tempo das Vacas Loucas, Maluqueira nas Galinhas, Governos a mandarem-nos apertar os cintos, quando outros os alargam cada vêz mais, Empreiteiros se fizeram, sem conhecerem o que era um assentamento de um bloco, muito menos trabalhar a pedra, Burlistas, Oportunistas, Criminosos e Viciados a tudo estamos contemplados.

Luxuosos Ordenados, Luxuosas Comissoes e Luxuosos rendimentos, para quem conseguiu bons lugares de trabalho, sem que para isso tivesse o direito a qualquer formaçao, preparaçao, para nao falar em conhecimentos, os tempos assim teem protegido.

A terra deixou de se cultivar porque nao dá, a planta deixou de se tratar, porque nao dá, nada se fáz e nada se trata porque nao dá, os Governos teem de nos pagar tudo que queremos de contrário tudo se reclama e em tudo se protesta, se perguntamos ao jovem se tem trabalho, este responde: “Procuro Emprego, mas nao trabalho.”

Há dias em conversa com um jovem de 20 anos, perguntava-lhe. Tens trabalho ou estudas? Este responde. Nada! Disse-lhe eu em tipo de brincadeira “Malandro” o mesmo com toda a sua tranquilidade e maneira de ser, me responde. “Malandro nao sou”. Só nao tenho vontade de trabalhar ou estudar.

Nos tempos em que vivemos, há um jogo de Futebol os Estádios rebentam pelas Costelas, há um Artista Estrangeiro seja ele de que natureza fôr, só porque a Imprensa lhe dá nome, rebentam-se as Bilheteiras. Se Deus nos manda uma Trevoada e nos queima um pedaço de vinha, corremos todos para o Palácio do Governos a exigirmos indminizaçoes.

Por fim, massacram-nos com as subidas do petróleo, sobem as gasolineiras, na Arábia podem fazer os movimentos que quizerem, nós soubemos subir, para descer, temos medo de cair.

Hoje que nos aparece a crise, porque o homem tudo tem feito para chegar-mos ao momento em que vivemos, os Estados em Recenssoes, quebras de Instituiçoes Bancárias, Falências de Grandes Firmas, que se viciaram em Luxuosos Lucros sem se prepararem para épocas em que podessem ser mais desfavoráveis, pois teem a certeza de que os governos ainda teem uma reserva para os ajudar e reforçar-lhes os cofres, só que se esquecem de quando essas Grandes Instituiçoes e algumas dessas Firmas, tiveram anos após anos, Fabulosos Lucros e Luxuosos Rendimentos, nunca os dividiram com os seus clientes e investidores, para nao falar nos seus operários, para hoje saberem pedir a compreensao de todas as quebras, sem responsabilizarem as más gestoes, que antes no tempo das Vacas Gordas nunca souberam administrar, para uns viverem em altos luxos e outros na destruiçao dos lugares de trabalho.

O homem chegou ao final de ter frutos das suas sementeiras, tudo tem feito para chegar ao ponto em que está, a ganância do poder, a ganância da economia, a ganância da exigência, chega ao ponto da destruiçao, pena é, os ambiciosos e lucradores de todas as oportunidades, hoje crerem arrastar com eles, pessoas fracas e inofensivas, culpando-os e responsabilizando-os de todas as suas ambiçoes.

Pequena noçao de quem à 49 anos fêz uma Quarta Classe


Recebida por e-mail de M. C. Félix

1 comentário:

Jacinto Figueiredo disse...

Acertou na muche.
Realmente não é necessário grande capacidade interpretativa, deste modernos, ou grandes habilitações literárias para perceber como os poderosos são gananciosos.