quinta-feira, dezembro 20, 2012

APRE Associação Carta ao Sr. Presidente da República





Senhor Presidente da República

Excelência

A APRe! é uma Pró-Associação de Aposentados Pensionistas e Reformados, cívica, laica, apartidária, sem fins lucrativos e de âmbito nacional, tendo iniciado a sua actividade no dia 22 de Outubro, p.p.

Entre outros, tem como objectivos representar os Associados na defesa dos seus direitos e interesses e promover a participação cívica dos Aposentados, Pensionistas e Reformados na definição e aplicação das políticas públicas, visando uma sociedade mais justa e solidária

O Orçamento do Estado para o ano de 2013 prevê medidas altamente prejudiciais para os nossos Associados, razão que nos levou a tomar a iniciativa de solicitar a presente audiência.

Com efeito, o Orçamento do Estado para 2013 agrava a situação económica e financeira dos nossos Associados e suas famílias, ao dar continuidade a uma politica de «cortes orçamentais» já implementadas em 2012.

Por isso, os nossos Associados sofrem este ano um agravamento fiscal nas suas reformas e pensões, atentos á qualificação de Vossa Excelência, que ronda os 14% dos seus rendimentos anuais.

No próximo ano está previsto um agravamento de 6,3% (decorrente do «corte» de 90% de um subsídio), mais 6,3% (em termos médios) decorrente da taxa de solidariedade, variável e progressiva em função do valor das respectivas pensões, perfazendo cerca de 12%.

Aparentemente parece haver um ganho para os nossos Associados de cerca de 2%. Mas só aparentemente, uma vez que o Orçamento do Estado para 2013 altera os escalões de tributação de 7 para 5 escalões, com agravamento das taxas aplicáveis, com efeitos negativos em todos eles, podendo haver agravamentos da ordem dos 2% a 3% para a generalidade das pensões, com exclusão das margens inferiores e superiores. Acresce ainda uma taxa extraordinária de 3,5% do seu rendimento anual, traduzindo-se num


agravamento fiscal superior aos 14% verificados no ano passado.

A partir de 1350 euros mensais, os pensionistas vão passar a pagar mais impostos do que outro qualquer tipo de rendimento, incluindo o de um salário de igual montante! Esta norma que viola a justiça distributiva é, segundo o Dr. Bagão Félix, “um atropelo fiscal inconstitucional, pois que o imposto pessoal é progressivo em função dos rendimentos do agregado familiar [art.º 104.º da CRP], mas não em função da situação activa ou inactiva do sujeito passivo e uma grosseira violação do princípio da igualdade [art.º 13.º da CRP].”

A situação financeira acumulada dos dois anos em questão tem um forte impacto na vida familiar dos nossos Associados, podendo levar á ruptura das suas condições sociais, neste final das suas vidas.

Se por um lado reconhecemos as dificuldades financeiras que Portugal atravessa, na actual conjuntura, com fortes restrições impostas pela elevada dívida pública, por outro, temos perfeita consciência que os encargos assumidos pelo Estado no domínio das pensões é praticamente insignificante face a uma dívida pública que se situa perto dos 120% do PIB.

Donde, tratando-se de encargos irrelevantes, o Estado abre, com tais medidas, uma ruptura de confiança com pessoas com quem  fez uma promessa de contrato social, que sempre se habituaram a ver no Estado uma pessoa de bem e algumas até, fizeram o melhor das suas vidas a defendê-lo e a posicioná-lo como tal. 

É para nós incompreensível que o Governo tenha uma atitude assumida e voluntária de levar á falência as famílias dos aposentados e pensionistas, sem que daí resulte a solvência do Estado, mas antes consequências sociais gravíssimas. Logo, não encontramos razão para que essas medidas se possam fundar na dívida pública, porque esta só terá solução com crescimento económico e, consequentemente, com a melhoria do nível de consumo das famílias.





Como acima se procurou demonstrar, os aposentados e pensionistas estão a ser financeiramente discriminados face aos seus concidadãos, numa circunstância em que jamais poderão recuperar nas suas vidas, estão ainda desprovidos de organizações
de poder que os possam defender e não encontram qualquer justificação soberana ou legal para que sejam prejudicados. Ao invés, pensamos que o contexto económico e financeiro do país precisa de melhorar o nível de consumo das famílias para sairmos da actual espiral depressiva que compromete o futuro de Portugal.

Citando o Dr. Vítor Bento, “Tal como uma andorinha não faz a Primavera, uma medida injusta não contamina um programa, nem define por si só a justiça global desse programa”, no entanto, pode “contribuir desnecessariamente para a erosão do consenso social e político de que depende o seu sucesso”.


Razão pela qual apelamos a V. Excelência, Senhor Presidente da República, na sua qualidade de mais alto magistrado da nação e primeiro garante do cumprimento da Constituição da República Portuguesa, que utilize os poderes que a Constituição lhe confere (nos seus artigos 134º, alínea g, e 278º, 1º) para requerer, junto do Tribunal Constitucional, a fiscalização preventiva do OE para 2013, nomeadamente no que se refere às medidas previstas no Orçamento do Estado para 2013 que discriminam e prejudicam os aposentados e pensionistas.

Gratos pela atenção dispensada, apresentamos os nossos respeitosos cumprimentos


Lisboa, 13 de Dezembro de 2012
A Coordenadora da APRE!

______________________________

Maria do Rosário Gama


 

APRE Carta de Apresentação e Ficha de Inscrição



APRE!
ASSOCIAÇÃO DE APOSENTADOS, PENSIONISTAS E REFORMADOS

Carta de Apresentação


A APRE! é uma associação cívica, laica, apartidária, sem fins lucrativos e de âmbito nacional que tem como fins:
Representar os associados na defesa dos seus direitos e interesses.
Promover a participação cívica dos aposentados, pensionistas e reformados na definição e aplicação das políticas públicas, visando uma sociedade mais justa e solidária.
Assumir-se perante as entidades públicas ou da sociedade civil como parceira social.
Estabelecer relações de cooperação com outras associações ou entidades com fins similares, nacionais ou estrangeiras.
Dotar-se dos meios necessários por forma a melhorar e a dignificar a vida dos seus associados. (retirado dos ESTATUTOS da APRE!)

A APRE! já tem Estatutos, Regimento Interno e Regulamento Eleitoral.
A APRE! já tem mais de 1700 associados e todos os dias chegam novas inscrições.
A APRE! já defendeu as suas posições contra o OE 2013 junto da Presidência da República, da Assembleia da República e dos seus deputados, do Provedor de Justiça, foi recebida por grupos parlamentares de vários partidos e vai continuar a pressionar as instituições do poder em Portugal.
A APRE! já expôs as suas razões nos órgãos de comunicação social e criou espaços de informação e debate  nas redes sociais.
A APRE! vai mobilizar todos os esforços, avançando, nomeadamente, com processos judiciais sempre que se justifique, para provar a inconstitucionalidade de algumas das medidas constantes do OE 2013.
A APRE! vai desencadear todas as formas de luta que estejam ao seu alcance para impedir este Governo de levar a cabo a destruição da Segurança Social.
Mas a APRE! quer mais:
Quer ser a voz dos aposentados e reformados portugueses, cidadãos de pleno direito. Quer uma sociedade mais justa e solidária.
Quer lutar contra a discriminação da terceira idade.
Quer ter um papel activo na definição das políticas públicas sobretudo no que respeita à Segurança Social e ao Sistema Nacional de Saúde
Quer ser um parceiro social nas instituições públicas e nas instituições da sociedade civil.
Quer melhorar a vida dos seus associados lutando contra o isolamento e a vulnerabilidade dos aposentados e reformados, pela defesa de um envelhecimento activo.
Para termos voz, é preciso que cada aposentado, pensionista e reformado se torne associado. Chegou a hora de participar e agir.

Inscreva-se! Preencha a Ficha anexa, corte pelo picotado e envie-a conforme o indicado.

FICHA DE INSCRIÇÃO

APRe! - Aposentados, Pensionistas e Reformados

Ficha individual de inscrição - Jóia 5€
Nome: ______________________________________________________________________
Morada:_____________________________________________________________________
CódigoPostal: _________ - _____________
C.C. ou B.I. _________________________
Email: _______________________________
Tef/Telm: ___________________________
NIF: ________________________________________________________________________
Actividade Profissional Exercida:  ____________________________________________
Situação actual (assinale com X)
Pensionista da Caixa Geral Aposentações     _____
Nº__________________________
Pensionista do Centro Nacional de Pensões   _____
Nº_________________________
Pensionista (outras modalidades)                   ____
Nº__________________________
……………………………………………………………………………………………………..

Para que a inscrição se considere válida, devolver esta ficha devidamente preenchida acompanhada do comprovativo do depósito do valor da jóia efectuado para o  NIB 0035 0185 0002 1653 9004 3

A ficha mais o comprovativo depois de digitalizados podem ser enviados para o email

No caso de querer enviar, pelos CTT, a ficha e a fotocópia do comprovativo do depósito do valor da jóia efectuado, envie para a seguinte morada:
APRE!
Rua Teodoro, nº 72, 2ºEsq
3030-213 Coimbra

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Segurança Social CGA ADSE SS (in)Sustentabilidade causas

Convém ler e reler para ficar a saber, pois isto é uma coisa que interessa a todos.....

Vale a pena ler, isto a ser verdade (parece que sim) agora sabemos porque não chega para todos....


A INSUSTENTABILIDADE DA SEGURANÇA SOCIAL

A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos
Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974.

As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%).

O Estado nunca lá pôs 1 centavo.

Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu.

Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser "mãos largas"!
Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores).
Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos.

Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres (1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido)
em 1997, hoje chamado RSI.

E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados.


Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado,
para contemplar estas necessidades.

Optaram isso sim, pelo "assalto" àqueles Fundos.
Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram.

Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou. É a diferença entre o ditador e os democratas?

Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais os Profs. Correia de Campos e
Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o "Livro Branco da Segurança Social".

Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social,
ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos "saques" que foi fazendo desde 1975.
Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões ?.

De 1996 até hoje, os Governos continuaram a "sacar" e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.

Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o "Livro NEGRO da Segurança Social", para, de entre outras rubricas,
se apurar também o montante actualizado, depois dos "saques" que continuaram de 1997 até hoje.

Mais, desde 2005 o próprio Estado admite Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE.

Então e o Estado desconta, como qualquer Empresa Privada 23,75% para a SS?

Claro que não!...


Outra questão se pode colocar ainda.
Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a
Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?

Há poucos meses, um conhecido Economista, estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70.000 Milhões?!

Ou seja, pouco menos, do que o Empréstimo da Troika!...

Ainda há dias falando com um Advogado amigo, em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
Há já um grupo de Juristas a movimentar-se nesse sentido.
A síntese que fiz, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e
faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!...

Falta falar da CGA dos funcionários públicos, assaltada por políticos sem escrúpulos que dela mamam reformas chorudas sem terem
descontado e sem que o estado tenha reposto os fundos do saque dos últimos 20 anos.
Quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE.


SEM COMENTÁRIOS...mas com muita revolta....




RECEBI E CÁ ESTOU A REENVIAR !!!

Sabem que, na bancarrota do final do Século XIX que se seguiu ao ultimato Inglês de 1890, foram tomadas algumas medidas de
redução das despesas que ainda não vi, nesta conjuntura, e que passo a citar:

A Casa Real reduziu as suas despesas em 20%; não vi a Presidência da República fazer algo de semelhante.

Os Deputados ficaram sem vencimentos e tinham apenas direito a utilizar gratuitamente os transportes públicos do Estado
(na época comboios e navios); também não vi ainda nada de semelhante na actual conjuntura nem nas anteriores do Século XX.

SEM COMENTÁRIOS.

ACORDA POVO, PORQUE A NAÇÃO DE TI PRECISA... TEU GRITO SERÁ A TUA ARMA...
Aqui vai a razão pela qual os países do norte da Europa estão a ficar cansados de subsidiar os países do Sul.

Governo Português:

3 Governos (continente e ilhas)

333 deputados (continente e ilhas)

308 câmaras

4259 freguesias

1770 vereadores

30.000 carros

40.000(?) fundações e associações

500 assessores em Belém

1284 serviços e institutos públicos

Para a Assembleia da República Portuguesa ter um número de deputados "per capita" equivalentes à Alemanha, teria de reduzir o seu número em mais de 50%
O POVO PORTUGUÊS NÃO TEM CAPACIDADE PARA CRIAR RIQUEZA SUFICIENTE, PARA ALIMENTAR ESTA CORJA DE GATUNOS!
É POR ESTAS E POR OUTRAS QUE PORTUGAL É O PAÍS DA EUROPA EM QUE SIMULTÂNEAMENTE SE VERIFICAM OS SALÁRIOS MAIS ALTOS
A NÍVEL DE GESTORES/ADMINISTRADORES E O SALÁRIO MÍNIMO MAIS BAIXO PARA OS HABITUAIS ESCRAVIZADOS. ISTO É ABOMINÁVEL!
ACORDA, POVO! ESTAS, SIM, É QUE SÃO AS GORDURAS QUE TÊM DE SER ELIMINADAS E NÃO AS QUE O GOVERNO FALA.


Faz o que te compete: divulga.
recebi via email de V. Almeida

sábado, dezembro 15, 2012

Posted: 14 Dec 2012 08:00 AM PST
O concurso para recrutamento de um técnico superior para a Câmara de Viseu está a ser analisado pelo Tribunal Administrativo de Viseu. O caso remonta ao Verão passado e envolve a contratação de um técnico superior licenciado em Direito.
“A câmara de Viseu entendeu que a candidata vencedora do concurso deveria assumir funções como se estivesse a iniciar a carreira na Função Pública”, avançou a rádio TSF, revelando que “a aceitação das condições implicava a redução do salário, o que não foi aceite pela candidata, que viu a autarquia considerar que desta forma a candidata se teria, assim desvinculado do concurso e por isso foi excluída deste”.
A estação de rádio refere ainda que “o lugar acabou ocupado pela candidata que ficou na segunda posição que não tem vínculo à Função Pública e que é filha do vice-presidente da Câmara de Viseu”.

sexta-feira, dezembro 14, 2012

O POLVO E A OPERAÇÃO FACE OCULTA COM RABO DE FORA


"O POLVO" E A OPERAÇÃO FACE OCULTA COM RABO DE FORA

1-  A partir de 2008 torna-se evidente que a operação Face Oculta foi
redireccionada pela investigação e pelos Media para  passar a visar
principalmente Sócrates. Era preciso derrubar Sócrates e mudar de governo,
porque havia gigantescos interesses em jogo e, em particular, o caso BPN
prometia dar  cabo do PSD.
2. Das fraudes do BPN ignora-se ainda hoje a maior parte. Trata-se de umaO POLVO E A OPERAÇÃO FACE OCULTA COM RABO DE FORA
torrente de lama inesgotável, que todos os nossos Media evitam tocar.
3. O agora falado caso IPO/Duarte Lima, de que Isaltino também foi uma peça
fulcral, nem foi sequer abordado durante o Inquérito Parlamentar sobre o
BPN, inquérito a que o PSD se opôs então com unhas e dentes, como é sabido.
A táctica então escolhida pelo polvo  laranja foi desencadear um inquérito
parlamentar paralelo, para averiguar se Sócrates estava ou não a «asfixiar»
a comunicação social ! Mais uma vez, uma produção de ruído para abafar o
caso BPN e desviar as atenções.
4. Mas é interessante examinar como é que o negócio IPO/Lima foi por água
abaixo.

5. Enquanto Lima filho, Raposo e Cia. criavam um fundo com dezenas de
milhões , amigavelmente cedidos pelo BPN de Oliveira e Costa, Isaltino
pressionava o governo para deslocar o IPO para uns terrenos de Barcarena,
concelho de Oeiras.  Isaltino comprometia-se a comprar os terrenos (aos
Limas e Raposo, como sabemos hoje) com dinheiro da autarquia e a «cedê-los
generosamente» ao Estado para lá construir o IPO.
Fazia muito jeito que fosse o município de Oeiras a comprar os terrenos e
não o ministério da Saúde, porque assim o preço podia ser ajustado entre os
amigos vendedores e compradores, quiçá com umas comissões a transferir para
a Suíça.

6. Duarte Lima tinha sido vogal da comissão de ética (!) do IPO entre 2002 e
2005, estava bem dentro de todos os assuntos e tinha óptimas relações para
propiciar o negócio. Além disso, construiu a imagem de homem que venceu o
cancro, história lacrimosa com que apagava misérias anteriores. O filho e o
companheiro do PSD Vítor Raposo eram os escolhidos para dar o nome, pois ao
Lima pai não convinha que o seu nome figurasse como interessado no negócio.
7. Em Junho de 2007 Isaltino dizia ainda que as negociações para a compra
dos terrenos em causa estavam "em fase de conclusão" (só não disse nunca foi
a quem os ia comprar, claro). E pressionava o ministro da Saúde: "Se se der
uma mudança de opinião do governo, o cancelamento do projecto não será da
responsabilidade do município de Oeiras."
8. Como assim, "mudança de opinião do governo"?
9. Na verdade, Correia de Campos apenas dissera à Lusa que o governo
encarava a transferência do IPO para fora da Praça de Espanha e que estava a
procurar um terreno, em Lisboa ou fora da cidade, para esse efeito. Nenhuma
decisão tinha sido tomada, nem nunca o seria antes das eleições para a
Câmara de Lisboa, que iam realizar-se pouco depois, em Julho de 2007.
10. No decorrer do ano de 2007, porém, a Câmara de Lisboa, cuja presidência
foi conquistada por António Costa, anunciou que ia disponibilizar um terreno
municipal para a construção do novo IPO no Parque da Bela Vista Sul, em
Chelas, Lisboa. Foi assim que se lixou o projecto Lima-Isaltino: o ministro
Correia de Campos não cedeu às pressões de Isaltino e a nova Câmara de
Lisboa pretendia que o IPO se mantivesse em Lisboa. Com Santana à frente da
autarquia e um ministro da Saúde do PSD teria tudo sido  muito diferente. E
os Limas e Raposos não teriam hoje as chatices que se sabe. E Duarte Lima
até talvez já tivesse uma estátua no Parque dos Poetas do amigo Isaltino.
11. Sabemos como, alguns meses depois deste desfecho, o ministro Correia de
Campos foi atacado por Cavaco no discurso presidencial de Ano Novo, em 1 de
janeiro de 2008. Desgostado com as críticas malignas do vingativo
Presidente, Correia de Campos pediu a sua demissão ainda nesse mês.

Não sabemos  o que terá levado Cavaco a visar dessa maneira um ministro do
governo Sócrates, por sinal um dos mais competentes.  Que Cavaco queria a
pele de Correia de Campos, foi bem visível. Ele foi a causa do fracasso do
projecto do IPO/Oeiras e dos prejuízos causados ao clan do seu amigo Duarte
Lima e ao polvo laranja.
É bem possível que essa tenha sido a razão.
Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que às vezes fico
pensando, se a burrice não será uma ciência.
'' António Aleixo''
recebida por email de R. Balula
Após a apresentação do projecto “Viseu na Palma da Mão”, no passado dia 22 de Novembro, nos Paços do Município, vai agora ter lugar a implementação do mesmo, amanhã, sexta-feira, dia 14 de Dezembro, pelas 15h30, no Auditório da Casa do Adro (edifício do Welcome Center), seguida de uma pequena visita demonstrativa da aplicação, pelo centro histórico.
O projecto “Viseu na Palma da Mão” consiste no desenvolvimento de uma ferramenta multimédia para aplicação na área do turismo. Integra conteúdos acessíveis por dispositivos móveis (Tablets e SmartPhones) para visitantes interessados em informação georreferenciada sobre os pontos de interesse da cidade.
Vídeo promocional aqui.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

1.º Ministro Opinião de Nicolau Santos

(Coluna de opinião do Semanário Expresso)
Nicolau Santos



Senhor Primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a
crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes. Também eu, senhor
Primeiro-ministro. Só me apetece rugir!…

O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no alto
da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si e
pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa
Excelência matou o País!

Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o déficite é do Sócrates!
Só os tolos caem na esparrela desse argumento.

O déficite já vem do tempo de Cavaco Silva, quando, como bom aluno que foi,
nos anos 80, a mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de
contos anuais, acabar com as Pescas, a Agricultura e a Industria.
Farisaicamente, Bruxelas pagava então, aos pescadores para não pescarem e
aos agricultores para não cultivarem. O resultado, foi uma total dependência
alimentar, uma decadência industrial e investimentos faraónicos no cimento e
no alcatrão. Bens não transaccionáveis, que significaram o êxodo rural para
o litoral, corrupção larvar e uma classe de novos muitíssimo-ricos. Toda
esta tragédia, que mergulhou um País numa espiral deficitária, acabou,
fragorosamente, com Sócrates. O déficite é de toda esta gente, que hoje vive
gozando as delícias das suas malfeitorias.

E você é o herdeiro e o filho predilecto de todos estes que você, agora,
hipocritamente, quer pôr no banco dos réus?

Mas o Senhor também é responsável por esta crise. Tem as suas asas crivadas
pelo chumbo da sua própria espingarda. Porque deitou abaixo o PEC4, de má
memória, dando asas aos abutres financeiros para inflacionarem a dívida para
valores insuportáveis e porque invocou como motivo para tal chumbo, o
carácter excessivo dessas medidas. Prometeu, entretanto, não subir os
impostos. Depois, já no poder, anunciou como excepcional, o corte no
subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em mentira, até a este
colossal embuste, que é o Orçamento Geral do Estado.

Diz Vossa Eminência que não tinha outra saída. Ou seja, todas as soluções
passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa do Capital Financeiro. Outro
embuste. Já se sabia no que resultaram estas mesmas medidas na Grécia: no
desemprego, na recessão e num deficit ainda maior. Pois o senhor, incauto e
ignorante, não se importou de importar tão assassina cartilha. Sem Economia,
não há Finanças, deveria saber o Senhor. Com ainda menos Economia (a
recessão atingirá valores perto do 5% em 2012), com muito mais falências e
com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde vai Sua Sabedoria
buscar receitas para corrigir o deficit? Com a banca descapitalizada (para
onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas de crédito para as
pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do desemprego? O Senhor
burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos indefesos
dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra hipótese. E
há tantas! Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto.

Tem um prejuízo de 3.500 milhões de euros, é todo à superfície e tem uma
oferta 400 vezes (!!!) superior à procura. Tudo alinhavado à medida de uns
tantos autarcas, embandeirados por Valentim Loureiro.

Outro exemplo: as parcerias público-privadas, grande sugadouro das finanças
públicas.

Outro exemplo: Dizem os estudos que, se V. Ex.ª cortasse na mesma
percentagem, os rendimentos das 10 maiores fortunas de Portugal, ficaríamos
aliviadinhos de todo, desta canga deficitária. Até porque foram elas, as
grandes beneficiárias desta orgia grega que nos tramou. Estaria horas, a
desfiar exemplos e Você não gastou um minuto em pensar em deslocar-se a
Bruxelas, para dilatar no tempo, as gravosas medidas que anunciou, para
Salvar Portugal!

Diz Boaventura de Sousa Santos que o Senhor Primeiro-ministro é um homem sem
experiência, sem ideias e sem substrato académico para tais andanças.
Concordo! Como não sabe, pretende ser um bom aluno dos mandantes da Europa,
esperando deles, compreensão e consideração. Genuína ingenuidade! Com tudo
isto, passou de bom aluno, para lacaio da senhora Merkel e do senhor
Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de um Mestre, de um
Líder, com uma Ideia e um Projecto para Portugal. O Senhor, ao desistir da
Economia, desistiu de Portugal! Foi o coveiro da nossa independência. Hoje,
é, apenas, o Gauleiter de Berlim.

Demita-se, senhor primeiro-ministro, antes que seja o Povo a demiti-lo.