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sábado, maio 01, 2010

VISEU - A falta de um Centro de Oncologia ‘é uma indignidade’


alt‘É uma indignidade para os nossos doentes’ a falta de um Centro de Oncologia no Hospital de S. Teotónio. A situação atormenta o presidente do Conselho de Administração, Alexandre Ribeiro e toda a sua equipa. A acessibilidade dos ‘nossos doentes aos diversos serviços de saúde é fundamental’, sustentou. É ‘triste e indigno’ obrigá-los, numa situação de enorme fragilidade, a percorrer centenas de quilómetros quando poderiam e deviam ser tratados em Viseu, defendeu o responsável na sessão de abertura do II Simpósio de Enfermagem, que decorreu no auditório desta instituição de saúde. Estiveram presentes nos trabalhos, que se desenvolveram durante dois dias, cerca de 200 profissionais.

Do debate sobressaíram três assuntos centrais, considerados da maior actualidade: ‘O Controlo da Dor’, ‘Cirurgias Seguras’ e ‘Sistemas de Informação’. Os temas foram criteriosamente seleccionados, na medida em que são transversais a diversas áreas. O enfermeiro José Luís Gomes salientou que nada disto se poderia ter feito em Viseu caso não houvesse ‘sistemas de informação’ eficientes. Hoje, a ‘base de tudo’. No Hospital Central de Viseu a existência de ‘papéis’ é cada vez menor. A partilha de experiências foi o grande objectivo desta reunião. Depois das intervenções livres dos participantes, na sessão solene de ‘abertura’ o presidente do Conselho de Administração (CA) do Hospital de S. Teotónio, Alexandre Ribeiro, destacou o papel do enfermeiro, durante 24 horas/dia a velar pelo paciente.

E ao apelar à solidariedade na promoção da saúde afirmou que é no coração de Portugal que o S. Teotónio quer exercer preponderância, considerando ‘as acessibilidades dos nossos doentes aos diversos serviços de saúde fundamentais, particularmente, e no caso em concreto que vem defendendo, ultimamente, da instalação, junto ao Hospital Central, de uma Unidade de Oncologia. Apelo às forças vivas Alexandre Ribeiro frisou que fica ‘imensamente triste sempre que um doente do nosso hospital tem que fazer centenas de quilómetros para ser sujeito a um tratamento ou a um estudo complementar de diagnóstico (patologia diferenciada) que, o mais das vezes, não dura mais do que breves minutos’. Apelou, de novo, para que todas as forças vivas da região o apoiem. A Câmara tem sido objectiva na defesa deste apelo.

O vice-presidente, Américo Nunes demonstrou, recentemente, (Dia do Padroeiro do Hospital – 18 de Fevereiro), comungar dos mesmos anseios do director do S. Teotónio, estranhando-se que outras entidades tivessem fugido à questão também colocada no auditório do S. Teotónio, apoiando e compreendendo as angústias de Alexandre Ribeiro. O presidente do CA deste Hospital Central quer, o mais rápido possível, a ‘implementação de um Centro Oncológico de Viseu’. É urgente pensar e querer que seja assim, pois, ‘é quase uma indignidade para os nossos doentes terem de percorrer longas distâncias para terem acessibilidade a esta importante e necessária valência’. Alexandre Ribeiro afirmou que ‘é fundamental resolver este problema que me atormenta’. Daí que o apelo que fez às entidades locais para estarem ‘connosco. Não podemos ter o orgulho de dispor de um hospital moderno e eficaz sem termos alguns avanços na diferenciação das respostas que queremos dar respostas aos nossos utentes’.

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